"Uma nação que confia em seus direitos, em vez de confiar em seus soldados, engana a si mesma e prepara a sua própria queda".
Rui Barbosa

sábado, 22 de setembro de 2012

Patrulha Marítima #



A patrulha marítima é forma de se manter ciente sobre os acontecimentos no espaço marítimo de responsabilidade de uma nação, sejam eles rotineiros em tempos de paz como as missões de busca e salvamento (SAR) e polícia marítima, ou operações de cunho exclusivamente militar como a caça de submarinos e grupos de superfície hostis em tempo de guerra. É desempenhada pela unidades de polícia marítima de cada país e pelas suas forças armadas, que muitas vezes acumulam esta função.

O mar é fonte de riquezas, e proteger o que ele oferece se faz importante na medida em que a economias das nações venham a depender dele. Mais importante do que aquilo que o mar oferece é manter a liberdade do tráfego marítimo, pois todas as nações do mundo, mesmo aquelas sem litoral tem grande parte de seu comércio exterior ou mesmo doméstico através dessa via. Estar alerta a respeito das movimentações nesse espaço é vital para que as nações possam exercer sua soberania, tanto ali como sobre seu território continental. O mas também se reveste de importância estratégica militar, uma vez que serve de base para o lançamento das operações de invasão por forças hostis.

A patrulha marítima, componente militar encarregado de manter este alerta, é exercido diariamente pelas autoridades marítimas das nações com patrulha de superfície e por aeronaves, sendo estas últimas aquelas de cunho estratégico, pois podem ver muito longe e cobrir grandes distâncias em missões de muitas horas. Cabe a aviação de patrulha marítima (maritime patrol aviation - MPA) a responsabilidade de olhar além do horizonte e prevenir qualquer violação da soberania das nações provenientes do mar, cumprindo a máxima do Almirante Tamandaré de que "o preço da paz é a eterna vigilância".

A aviação de patrulha marítima baseada em terra é componente essencial das forças de um teatro de operações marítimo. Aeronaves de portes diferenciados são empregadas, mas são aquelas de médio e grande porte, capazes de dar suporte a missões de longa duração sobre o mar através do armazenamento de grande quantidade de combustível, armamentos anti-superfície e anti-submarino de vários tipos, sensores variados e acomodações para oferecer conforto às tripulações, além de transportarem tripulações de reserva; que apresentam um completo leque de capacidades inerentes a este tipo de missão. Uma aeronave típica carrega 2 tripulações de 12 integrantes para missões de 12 horas.


Seus sistemas podem incorporar as capacidades de esclarecimento marítimo e alerta antecipado marítimo, guerra anti-superfície e anti-submarino através do lançamento de mísseis anti-navio e torpedos, vetoramento de mísseis anti-navio lançado por outras aeronaves, busca e salvamento (SAR), guerra eletrônica (EW) com missões de interferência, Elint e Sigint; comando, controle e comunicações (C3); contado para isso com radares de longo alcance e uma completa suíte eletrônica. Satélites de vigilância eletrônica equipados com radar e câmeras e radares OTH são um importante instrumento de vigilância marítima para quem os tem, e complementam a missão das aeronaves.

A principal aeronave de patrulha marítima da atualidade é o quadrimotor turboélice Lockheed Martin P-3 Orion (cuja célula é uma versão militar do Lockheed Electra II), operado pela Marinha dos Estados Unidos e pelas Marinhas ou Forças Aéreas de diversos países. Após cinco décadas de serviço, esta aeronave será substituída nos EUA pelo Boeing P-8A Poseidon, um birreator a jato derivado do Boeing 737-800. Outras aeronaves são o Tupolev 142 m2, o Dassault Atlantic, O Ninrod MRA-4, O P-95 da Embraer e o EADS CASA C-295 Persuader. Uma plataforma com potencial para este tipo de missão são os balões dirigíveis que podem permanecer indefinidamente no ar, e mais recentemente, devido ao avanço dos sensores as aeronaves não tripuladas.

As primeiras aeronaves usavam bombas e metralhadoras. Durante a II Guerra Mundial passaram a usar cargas de profundidade que detonavam a profundidades pré-programadas. Aeronaves B-24 Liberator protegiam os comboios aliados até cerca de 1/3 da distância entre a América e as ilhas britânicas. Do lado alemão a patrulha de longo alcance estava a cargo do Fw 200 Condor.

Estas aeronaves estão equipadas com radares de busca de superfície, capazes de detectar o snorkel dos submarinos ou seu periscópio, além da esteira que eles criam; detectores de anomalias magnéticas (MAD) montados na cauda como se fosse um "ferrão" ou rebocados a fim de evitar a interferência da fuselagem da própria aeronave, capazes de detectar o campo magnético produzido pelo casco do submarino, usado quando se sabe da presença do submarino para uma localização mais precisa e a baixa altitude; sonoboias sonar-transmissoras para triangulação da presença do alvo, suite eletrônica para missões ELINT e SIGINT, com capacidade de monitorar comunicações e emissões radar; câmera de TV e FLIR para monitoramento de atividade de superfície; mísseis anti-navio, bombas e torpedos.

Nos modelos mais modernos temos sistemas táticos digitais com sensores e armamento totalmente integrados e exibição da informação aos operadores táticos em telas otimizadas, apenas com a informação relevante. Os sistemas recolhem, classificam e exibe os dados coletados comparando-os com o de missões anteriores, podendo ainda serem transmitidos a estações em terra para análise ou acompanhamento da missão. Como exemplo de desempenho citamos o P-3 Orion que possui raio operacional de 3.800 km, cruza a velocidades de missão de 600 km/h e atinge um teto operacional de 8.600 m, podendo cruzar com 2 motores apenas, se necessário.



domingo, 16 de setembro de 2012

Logística Militar #




Logística militar é o conjunto de atividades que visem a provisão de recursos e serviços necessários ao cumprimento da missão das forças armadas. Cabe a logística militar prover às forças em operação todos os serviços de que estas necessitem para se manterem em ação contínua e sempre operacionais. 

Em uma análise rápida da história militar, podemos constatar que todas as batalhas travadas nos últimos 100 anos foram vencidas pela inviabilização da logística inimiga e consequente enfraquecimento das forças opositoras, quando então o fogo e o movimento entram em ação para subjugar um inimigo desprovido de recursos essenciais. Foi assim na II grande guerra onde os aliados empreenderam uma intensa campanha de bombardeio às bases industriais nazistas, e estes por sua vez lançaram uma campanha submarina de grandes proporções contra o vital suprimento que trafegava através do atlântico desde os EUA até o RU. A recente Guerra das Falklands/Malvinas iniciou-se com um bloqueio naval ao suprimento vindo do continente, impedindo que as forças argentinas nas ilhas fossem reforçadas.

A atividade logística se subdivide em 7 funções distintas e devido a natureza de cada uma delas são executadas por tropas especialmente constituídas para tal, ou que tenham afinidade com a função. São elas:

  1. Provimento de recursos humanos
  2. Provimento de serviços de saúde
  3. Suprimento
  4. Transporte
  5. Manutenção do equipamento
  6. Provimento de serviços de engenharia
  7. Salvamento
Faz parte da atividade logística a determinação das necessidades das forças em operação, baseadas na estatística, nos planos operacionais e na requisição das mesmas, a obtenção dos insumos juntos a suas fontes de suprimento, e a distribuição destes junto aos seus usuários finais. A inadequação, inviabilização ou ineficiência do serviço logístico pode comprometer operações inteiras, paralizar exércitos e mesmo decidir uma campanha.







Determinação das Necessidades

As necessidades de recursos são determinadas inicialmente através da análise pormenorizada dos planos de operação, definindo o que, quando, em que quantidade e onde cada tipo de recurso deverá estar disponível. Uma vez iniciadas as ações parte-se para as atividades de recompletamento e manutenção dos recursos, a fim de recompô-los aos estoque iniciais. Devem ser previstas ainda reservas de recursos para atividades não previstas ou criação de novas unidades.

Obtenção de Recursos

Os recursos requeridos devem ser obtidos junto a suas fontes de suprimento, previamente identificadas e catalogadas. Se a fonte for a indústria, esta deverá ser mobilizada a fim de atender a uma demanda que provavelmente é maior que sua produção cotidiana. Em tempos de paz, o planejamento junto a industria deverá prever as necessidades dos tempos de guerra e a adequação destas deverá ser planejada. Os recursos materiais ou animais poderão ser obtidos através de doação, compra, contratação, confisco, solicitação, desenvolvimento, transferência ou outro método. Os recursos humanos são obtidos através de movimentação, recrutamento, mobilização e treinamento.

Deve-se levar ainda em consideração o material salvado ou capturado em campanha, que deverá ser catalogado e distribuído, se viável e adequado. 

Distribuição dos Recursos

No processo de distribuição são exercidas as atividades de recebimento, armazenamento, transporte e entrega nos locais e prazos determinados, assim como nas quantidades requeridas e qualidade desejada. Para tal o operador da logística deverá mobilizar depósitos e terminais como portos e aeroportos, assim como bases aéreas, terminais ferroviários e suas linhas, operadores civis de linhas ferroviárias e aéreas, operadores de meios navais e rodoviários, a fim de bem constituir uma eficiente cadeia de distribuição. Deverá também ser estabelecido um plano de responsabilidades sobre quem é responsável pelo que, além dos respectivos limites de atuação, pois definições ambíguas poderão minar a eficiência da distribuição, prejudicando as operações. Bases logísticas em locais especialmente definidos serão estabelecidas e convenientemente defendidas, pois sua segurança é fundamental.






FUNÇÕES LOGÍSTICAS





Provimento de Recursos Humanos

Esta função visa a busca e obtenção de pessoal para suprir as necessidades já levantadas, sua preparação e a manutenção de seu moral e bem-estar, bem como a administração de RH necessária.

A preparação dos efetivos se dá através do treinamento militar geral e específico no pessoal designado, desenvolvendos em cada um as habilidades desejadas. Funções complexas exigem preparação complexa, o que torna estes indivíduos especialmente valiosos  e mais difíceis de treinar como por exemplo oficiais e pilotos de caça. Médicos e engenheiros podem ser recrutados diretamente do meio civil e exigem preparação mínima, por exemplo.

A manutenção do moral e bem-estar visam atenuar a situação de estresse que o combate impõem, e é focada na manutenção de serviços que visem proporcionar as tropas um certo nível de conforto em campanha, na medida em que isso é possível. São comumente oferecidos serviços de permuta de tropas permitindo períodos de descanso, atividades de recreação e laser, serviços reembolsáveis, assistência religiosa e social, serviços postais e de contato com familiares, banho, lavanderia, prisioneiros de guerra e sepultamento.







Provimento de Serviços de Saúde

Esta função visa proporcionar a tropa assistência médica e odontológica, seja em suas demandas convencionais presentes em tempos de paz, seja naquelas específicas do combate como o tratamento de ferimentos.

A assistência de saúde atua de modo preventivo através da educação sanitária e de higiene pessoal, vacinação e prevenção de doenças endêmicas, requisição a engenharia quanto ao saneamento básico, prevenção de acidentes e precaução quando atuando em ambientes adversos, como área contaminadas com radiação e agentes químicos.

Também atua no modo curativo através de tratamento ambulatorial e odontológico, tratamento psiquiátrico, primeiros socorros em campo, evacuação médica para hospitais de retaguarda melhor equipados, desdobramento de hospitais de campanha para tratamento de feridos que podem voltar rapidamente ao combate e tratamento preeliminar daqueles que serão evacuados, assistência veterinária aos animais incorporados.

Também pode competir ou não ao serviço de saúde a administração da cadeia de suprimento do material e pessoal de saúde, inteligência de saúde e atividades de biossegurança.





Suprimento

Esta função visa fazer chegar até as forças em campanha suprimento de todas as classes, conforme as necessidades de cada uma. Cabe a função suprimento as tarefas de recebimento, controle, armazenagem, transporte e entrega.

Os suprimentos militares são categorizados em 10 classes distintas. São elas:


  • Classe I - Material de subsistência (alimentos)
  • Classe II - Material de intendência (fardamento, barracas, utensílios, material de escritório, etc...)
  • Classe III - Combustíveis e lubrificantes
  • Classe IV - Material de construção
  • Classe V - Armamento e munição
  • Classe VI - Material de engenharia e cartografia
  • Classe VII - Material de comunicações, eletrônica e informática
  • Classe VIII - Suprimento médico
  • Classe IX - Material mecanizado, naval e de aviação (produtos prontos e peças de reposição)
  • Classe X - Outros materiais não citados anteriormente

Deve-se tomar cuidados especiais com materiais perecíveis (Classe I e VIII especialmente), Os suprimentos Classe III são inflamáveis e requerem manuseio cuidadoso, bem como veículos especialmente destinados. Os suprimentos Classe V (munição) também requerem cuidados especiais de manuseio a transporte.

Cabe as unidades operadoras da função suprimento a alocação de bases de armazenamento e expedição próximas a rodovias e terminais intermodais, e do registro e controle minucioso de suas operações e movimentações.





Transporte

Esta função visa proporcionar as forças em campanha o deslocamento de material e pessoal dos locais onde se encontram até onde forem requeridos, a fim de atenderem às necessidades das operações. Podem se utilizar de todos os meios disponíveis (rodoviários, ferroviários, aquaviários, aéreos e dutoviários).

As funções de transporte mais utilizadas são o deslocamento de material e pessoal de suas origens (bases e depósitos) até as áreas de operações (suprimento), deslocamento de pessoal das áreas de operações de volta a suas bases ou até áreas de descanso, evacuação de feridos até áreas de tratamento hospitalar, deslocamento de meios e tropas através da área de operações a fim de atender as demandas operacionais, evacuação de corpos e outros.

Cabe ao operador da função transporte e manutenção da disciplina de trânsito terrestre, ficando o tráfego aéreo e naval a cargo dos operadores especializados.

Cabe as unidades operadoras da função transporte a operação de uma grande quantidade de viaturas de transporte terrestre, aéreos e aquaviários, de natureza diversa como graneleiros e tanques, entre outros, a operação dos terminais intermodais como portos, aeroportos e parques ferroviários, a mobilização de meios civis de transporte de toda a natureza quando os orgânicos não forem suficientes, o registro de suas operações e a requisição da logística de seus meios, como o provimento de combustível, por exemplo.




Manutenção

Esta função visa proporcionar a operacionalidade dos equipamentos de qualquer natureza, são as oficinas de campanha. Engloba a manutenção preventiva, corretiva e de modificação que se fizer necessária. Este serviço é dividido em escalões de acordo com sua complexidade, e executado primeiramente pelo usuário, passando pelo mecânico de campo, oficinas de campanha, parques de manutenção até chegar a industria se necessário.

Cabe ao operador dos serviços de manutenção a administração da cadeia de suprimento de peças de reposição e ferramentas, e de muitas tarefas da funcao salvamento.



Provimento de Serviços de Engenharia

Cabe as unidades de engenharia o provimento deste tipo de serviço, que engloba a transposição de cursos d'agua e construção de pontes temporárias e permanentes, construção e manutenção de estradas, execução de obras de construção civil de toda natureza, obstrução e desobstrução de vias, construção de fortificações, viabilização do abastecimento d'agua, todos  os tipos de instalações e infraestruturas, etc...

Cabe aos operadores da função de engenharia a administração da cadeia de suprimento de materiais da classe VI.




Salvamento

Esta função visa proporcionar a salvaguarda e o resgate de de ítens materiais que estejam temporariamente indisponíveis ou vulneráveis, ou ainda que devam ser estocados ou protegidos como salvados de guerra, equipamentos avariados, suprimento acidentado, etc...

Através da função salvamentos são desempenhadas as tarefas de combate a incêndios, controle de avarias, controle de danos, reboque e remoção de meios impossibilitados de se autodeslocarem, desencalhe e reflutuação de meios aquaviários, resgate de material acidentado, resgate de cargas e outros ítens, bem como a triagem e encaminhamento de salvados (equipamentos).

Esta função é desempenhada por todas as unidades em ítens específicos. A maioria delas, pelo operador da função manutenção, o qual é afim.





Artigos sobre logística neste blog


  1. Guerra das Falklands/Malvinas
    1. Falklands/Malvinas - Aspectos Logísticos
    2. O Desastre de Bluff Cove
    3. Operação Black Buck
  2. Primeira Guerra do Golfo (Desert Storm Operation)
    1. Apoio Logístico na Guerra do Golfo
  3. Segunda Guerra Mundial
    1. A Logística e a Batalha da Inglaterra
    2. Africa Korps - Logística no deserto

Posições Fortificadas



Sempre que uma tropa ocupa determinada posição no terreno, seja tomada ao inimigo ou por pura e simples ocupação, se faz necessário consolidar esta posição para garantir-lhe um nível satisfatório de segurança, pois o assédio do inimigo é inerente a qualquer operação militar.

A construção de obstáculos muitas vezes não impede a ação do inimigo, mas retarda sua ação, dificultando sua manobra e expondo-o ao fogo de nossas armas. Trabalhos de fortificação devem sempre ser implementados quando existir contato com a inimigo ou este contato for iminente, ou na consolidação de uma posição recém ocupada. Seu nível de sofisticação dependerá do nível da ameaça, do tempo em que se pretende fiar estacionado ali, do tempo disponível para sua preparação e dos recursos de material e engenharia disponíveis.

Estas fortificações, dependendo do nível que se quer atingir, são constituídas de abrigos e espaldões cavados no terreno ou especialmente confeccionados em concreto ou outros materiais, a fim de abrigarem tropas e suas armas leves ou pesadas, e lhes permitam usá-las e aos mesmo tempo lhes proporcionem proteção ao fogo inimigo.

Estas posições devem ser escolhidas em locais especialmente favoráveis, onde os esforços de construção possam ser minimizados como a encosta de elevações e locais de passagem mais provável, como corredores e gargantas. A proximidade de pontos altos deve ser buscada, pois ali devem ser posicionados os observadores que darão o alerta antecipado e desdobrados antenas da rede de comunicações, além do que obrigar o inimigo a combate de baixo para cima favorece ao defensor.

A frente dos abrigos podem ser desdobrados obstáculos diversos como campos minados, fossos e obstáculos anticarro, redes de arame farpado, podem ainda ser utilizados canais e cursos d'agua, pântanos e áreas alagadiças e outras particularidades que o terreno nos ofereça. Todos estes obstáculos devem ser adequadamente batidos pelo fogo das armas dos defensores, sejam fuzis ou metralhadoras, sejam armas anticarro ou artilharia. Campos de tiro, dessa forma, devem ser convenientemente limpos e previstos. A combinação de todos estes fatores é feita pelo comandante de acordo com cada situação, e sua configuração devem seguir ao plano de operações.

As posições devem ainda serem convenientemente camufladas e dispersas, proporcionarem apoio de fogo mútuo, escalonadas em profundidade a fim de que a pressão do inimigo possa ser absorvida de forma gradual e seu poder de combate debilitado aos poucos, permitirem ligações de comando e suprimento, além da fácil desocupação se assim for necessário. A camuflagem deve prevenir a observação aérea e a proteção deve contar com sumidouros para granadas e outros dispositivos, além, se for o caso, proteção NBC.

O processo de consolidação da posição ocupada deve seguir a uma ordem de prioridades. A primeira delas deve permitir o uso imediato do recurso que prontamente se tem a disposição. A limpeza dos campos de tiro deve ser a primeira providência, pois o uso das nossas armas de fogo deve estar viabilizados de pronto, bem como permite as vitais ações de observação e vigilância. O desdobramento dos dispositivos de observação e da rede de comunicações vem a seguir, viabilizando o alerta antecipado e as ligações de comando. A partir deste momento, com as condições de combate mínimas estabelecidas, parte-se para o melhoramento da posição, destruindo-se estruturas não desejadas, desdobrando-se campos minados e outros obstáculos, minando-se pontes e encostas, cavando-se abrigos individuais e espaldões para armas coletivas. Por fim, se houver tempos e recursos, constroem-se outros obstáculos e estruturas secundárias. O processo de camuflagem devem ser contínuo e simultâneo aos processo de consolidação.

Cabe a tropa em ocupação desdobrar as estruturas defensivas inerentes a sua posição, utilizando-se dos meios de que dispõem, através de ações simples e práticas. Dispositivos mais sofisticados devem contar com tropas do escalão superior como as unidades de engenharia e seus recursos em maquinário e técnicas especializadas, realizando destruições e construções em grande escala, criando zonas de obstáculos mais extensas e executando outros serviços que demandem conhecimento e suprimentos específicos.

Os materiais utilizados são os mais diversos e muitas ações são possíveis através do uso de granadas e outros explosivos disponíveis. Materiais naturais podem ser amplamente utilizados. Arame farpado, estacas e madeira podem vir através do suprimento logístico, e material capturado ao inimigo deve ser amplamente empregado. As ferramentas são os explosivos disponíveis, as pás  de trincheira transportadas individualmente, outras ferramentas de sapa fornecidas pela unidade e o maquinário pesado das unidades de engenharia.

domingo, 9 de setembro de 2012

Comando e Controle - Estrutura #



Comando e Controle (C2) é a atividade de consiste na gestão de todas as forças em operação, desde o mais alto escalão em bases permanentes no país de origem, até o mais baixo como o comando de uma esquadra de infantaria na frente de combate.

Engloba a coordenação todas as atividades relativas diretamente às operações, como a manobra de forças blindadas e a vetoração de aeronaves de ataque, até aquelas menos envolvidas diretamente como as logísticas e de natureza mais administrativa.

Cabe aos comandantes militares em todos os níveis conduzirem suas tropas aos cumprimento de suas respectivas missões, e estes, através do elemento Liderança, devem cumprir suas funções procurando faze-lo com um mínimo de perdas de vidas, seja de suas próprias forças, das forças inimigas e da população civil, e preservando ao máximo os recursos que tem a disposição (princípio da economia de meios), bem como procurando causar o mínimo de impacto a infraestrutura das área de operações.

Para tanto o comandante devem ter plena consciência de todos os fatores que cercam a sua operação, de forma a gerenciar as ações de suas forças de forma eficiente. Na guerra moderna o comandante, dependendo do nível em que se encontra deverá gerenciar fatores dos mais diversos, que apesar de elencados separadamente, interagem a todo momento durante as operações e a ação de cada um trás consequências a ação dos demais.




Os cenários bélicos atuais se apresentam com um  grande número de ações simultâneas, violentas, muito rápidas e de natureza diversa, travadas em todas as dimensões do campo de batalha e que exigem grande prestresa das respostas do comando, pois um sem número de situações não previstas acontecem a todo momento e devem ser atendidas.

Cabe aos comando planejar, organizar, dirigir e coordenar os recursos a disposição, sempre observado o bem estar das tropas, sua saúde, disciplina, segurança e moral, em operações que acontecem no mar e abaixo dele, no ar, na terra, no espectro eletromagnético, alocadas no tempo e no espaço, aplicando seu poder com velocidade, letalidade e eficiência.





Como um Sistema de C2 deve ser estruturado

Classicamente um sistema de C2 é estruturado em três componentes básicos:


  1. Staff: consiste no figura do comandante em chefe e seus assessores diretos, denominados Estado-Maior (EM), e dos demais comandantes subordinados e respectivos EM.
  2. Serviços de Informações: consiste em todo o sistema que faz chegar ao comando toda a informação de que necessita. Inclui tanto serviços especializados como a própria tropa em contato com o inimigo.
  3. Apoio: consiste de todas a estrutura que permite ao comandante e seu EM exercer sua atividade, englobando operadores, analistas e demais componentes dos postos de comando e quartéis-generais.


Um Staff de C2 é tradicionalmente estruturado na pessoa do comandante e seu substituto imediato (normalmente um sub-comandante que atua como chefe do EM) e mais quatro ou cinco oficiais-mor. Cada um destes oficiais, juntamente com seu pessoal e estrutura, se encarrega de uma das quatro funções básicas de EM que são:
  1. A gestão de pessoal;
  2. A gestão da informação;
  3. A gestão das operações';
  4. A gestão da logística.
Podem compor ainda o staff de um EM oficiais encarregados de comunicação social e assuntos civil, oficiais de ligação de artilharia, de guerra eletrônica, de ligação com as demais forças singulares, de operações especiais e outros acessores que se façam necessários.




O Serviço de informações geralmente caracteriza-se por uma estrutura bem mais extensa, pois pode englobar toda uma estrutura de campo, além dos agregadores da informação que tem por função fazer chegar ao comando um conteúdo limpo e objetivo. Uma estrutura de informações pode apresentar várias sub-estruturas como:

  • Ambiente
  • Vigilância
  • Reconhecimento
  • Aquisição de alvos
  • Guerra eletrônica
  • Meteorologia
  • Topografia e mapeamento
  • Controle de tráfego
  • Controle de tráfego aéreo
  • Controle de tráfego naval
  • Navegação
  • Artilharia antiaérea
  • Aviação de ataque
  • Aviação de defesa aérea
  • Aviação de apoio
  • Segurança de área
  • Segurança NBC
  • Segurança operacional
  • Suprimento
  • Saúde e assistência médica
  • Manutenção
  • Prisioneiros de guerra
  • Mobilização e recompletamento
  • Movimentação e manobra de forças próprias e aliadas
  • Movimentação do inimigo
  • Assuntos civis 
  • Outras
A denominação de C2 (comando e controle) pode ser estendida de acordo com o escalão empregado, pois escalões maiores agregam sistemas complexos de comunicações (comando, controle e comunicações - C3) e indo mais além temos também o já citado sistema de informações (comando, controle, comunicações e informações - C3I).



As estruturas de apoio ao comando são montadas de acordo com a complexidade do escalão a que atendem e englobam elementos de segurança de área, segurança operacional, processamento de informações, comunicações, inteligência, controle de apoio de fogo, criptologia, sistemas de apoio à decisão, apoio administrativo e logístico, guerra de comando e controle, guerra de informações, guerra psicológica, guerra eletrônica, controle de tráfego, controle sanitário e apoio médico, e outras.

Devido a complexidade destas tarefas de apoio ao comando e processamento de informações as forças armadas mais modernas contam com o apoio de softwares específicos de alta abrangência, sem os quais seriam muito difícil exercer tal atividade. Também cabe ressaltar que redes de comunicação altamente informatizadas e automatizadas, contando com uma ampla utilização de frequências e recursos como satélites, enlace de dados digitais e todo o tipo de tecnologia disponível se fazem presentes e altamente necessárias.



O moderno conceito de guerra centrada em redes vem atender a estas demandas, onde cada operador de campo de batalha, seja desde um soldado de infantaria ou um avião de caça, dispõem de link com seus respectivos comandos e parceiros operacionais transmitindo continuamente sua posição, status e informações relevantes, pois todos portam sistemas GPS ou similares, câmeras e outros sensores, de modo que cada operador pode ser visto e identificado a todo momento por toda a sua cadeia de comando de acordo com a vontade desta, sempre assesorada por softwares específicos, de forma que a informação sempre está disponível de forma automatizada e atualizada a todos aqueles que tem autorização para acessa-la.



Todo este sistema visa que ordens oportunas cheguem em tempo real a quem cabe cumpri-las, de forma que as operações transcorram de forma eficaz e se cumpram os planos de batalha previamente estabelecidos,

sábado, 8 de setembro de 2012

Mergulhadores de Combate


Mergulhadores de Combate são soldados integrantes das forças especiais, geralmente vinculados a suas respectivas marinhas de guerra. Com doutrina semelhante às outras forças especiais, porém voltados a uma atuação a partir do mar, sua função é a de se infiltrar, sem serem percebidos, em áreas litorâneas e ribeirinhas, e executar tarefas como reconhecimento e destruição de alvos de valor estratégico. 

Também são especialistas em guerra irregular (guerrilha) o que também caracteriza a sua doutrina das forças especiais. Atuam principalmente a partir de submarinos que os levam até suas áreas de atuação e depois os recolhem. Podem sair nadando, em caiaques, barcos ou em veículos especialmente construídos como minisubmersíveis, que podem ser lançados dos submarinos ainda sob a água. Também podem alcançar o alvo saltando de paraquedas ou desembarcando de helicópteros.

Como exemplo destas tropas temos os US Seals da US Navy, o SBS britânico e o nosso Grumec da Marinha do Brasil, entre outros.






Possibilidades de atuação dos mergulhadores de Combate:


  • Limpeza de Portos e Canais de acesso, minas e destroços; 
  • Detecção e desativação de engenhos explosivos convencionais e improvisados; 
  • Ataques de sabotagem, Interdição e diversionários contra navios (com minas imantadas, de retardo, que são presas aos cascos), instalações portuárias, diques, defesas costeiras, plataformas petrolíferas, refinarias e terminais de petróleo Reconhecimento e vigilância de praias, rios, canais e portos; 
  • Apoio a operações de guerra anfíbia. As complexas operações anfíbias têm, nos MECs, elementos virtualmente indispensáveis. Cabe a eles obter informações vitais ao desembarque como o gradiente (inclinação) da praia escolhida, dados sobre o tipo de solo (areia, pedra, lama, etc.) obstáculos naturais e artificiais, minas e a existência de" edificações e habitantes da área. Igualmente importante será a avaliação das forças de oposição, o que deve ser feito sem contato com o inimigo, se possível;
  • Apoio a operações C-SAR;
  • Recuperação pessoal aliado;
  • Seqüestro de pessoal selecionado; 
  • Buscas Subaquáticas; 
  • Patrulhas de segurança e contraterrorismo. 


Pra saber mais: 
http://www.tropasdeelite.xpg.com.br/mergulhadores_de_combate.htm

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Reconhecimento Eletrônico #



Primeira forma de emprego da GE, o reconhecimento eletrônico é uma atividade passiva e discreta, exercida principalmente em tempos de paz e visa monitorar toda a atividade eletrônica praticada nas áreas de interesse de uma nação, com vistas a formação de bancos de dados de informações eletrônicas.

Estas informações coletadas a partir dos irradiadores dos meios aéreos, terrestres e navais de potenciais inimigos, e também, por que não dos meios amigos, são analisadas, avaliadas, e interpretadas, e por fim usadas para alimentar as memórias dos sistemas MAGE e permitir o planejamento tático das ações de GE. Quando em operação, os sistemas eletrônicos inimigos devem ser localizados e identificados, e a partir das informações previamente armazenadas são tomadas as ações adequadas.




Formas de Reconhecimento Eletrônico

  • SIGINT (Signal Inteligence) (Inteligência de sinal) - Consiste na detecção, identificação, classificação e análise de emissões eletrônicas amigas, inimigas, potenciais inimigos e outros. A localização do sinal não é muito importante pois busca-se suas características, e esta pode mudar quando do emprego operacional. Pode ser tática ou estratégica. São realizadas por plataformas aéreas, terrestres, marítimas ou espaciais (satélites). 
  • ELINT (Eletronic Inteligence) (Inteligência eletrônica) - É a forma de SIGINT em que as irradiações-alvos não são comunicações eletrônicas nem explosões nucleares, e sim sinais de radares e outros emissores. 
  • COMINT (Comunication Inteligence) (Inteligência de comunicações) -; É a forma de SIGINT em que as irradiações-alvos são derivadas das comunicações eletrônicas. Pode ser explorada para localizar as forças hostis ou tomar ciência de seu conteúdo. 
  • TELINT (Telemetry Inteligence) (Inteligência de telemetria) - É a forma de SIGINT que tem a função de coletar dados de vôo (telemetria) de aeronaves e foguetes. 
  • RINT – RADINT (Radiation Inteligence) (Inteligência de radiação) - É a forma de SIGINT que se destina a coleta informações derivadas de todos emissores de energia residual (emissões não propositais) e que não seja uma detonação nuclear. 
  • MAGE/MAE/ESM (medidas de apoio eletrônico) -  Semelhante a ELINT pois busca a detecção de radares hostis e outros equipamentos. A diferença é que a ELINT concentra-se na pesquisa original ou repetida confirmação dos dados paramétricos, enquanto a MAGE consistem nas ações de busca, interceptação, identificação e localização dos sinais eletrônicos para reconhecimento imediato da ameaça (durante as operações). Apenas para emissores já conhecidos.
  • RWR (Radar Warning Receiver) (alerta radar) - É um sistema MAGE especializado a prover alerta contra ameaças imediatas como artilharia antiaérea e mísseis SAM e AIM guiados por radar. Este sistema detecta a radiação que o está "iluminando" e alerta o piloto para tomar medidas evasivas/defensivas.


As atividades de reconhecimento eletrônico envolvem a medição das das transmissões de rádio-frequência do radar (RF), frequência de repetição de pulso (PFR) e duração de pulso (PD), além da razão e padrão de varredura . A maioria dos radares tem RFs e PRFs de reserva para uso em tempos de guerra e a monitoração frequente irá revelar estes modos. A monitoração COMINT também revelam padrões e devem ser monitoradas constantemente. 



quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Guerra Eletrônica - Introdução #





O que é Guerra Eletrônica

Guerra Eletrônica (GE) ou Eletronic Warfare (EW) é o conjunto de ações, sejam de natureza passiva ou ativa, que visam permitir a eficiente exploração do espectro eletromagnético, a fim de assegurar que as emissões eletromagnéticas próprias cumpram seus objetivos com mínimo de interferência externa e inimiga, sejam na exploração das comunicações militares ou na coleta de informações sobre o inimigo, e ao mesmo tempo impedir que este tire proveito dessas emissões ou de suas próprias, através da degradação de suas comunicações e do bloqueio de seus meios de coleta de informações.

Formas de Exploração da Guerra Eletrônica

A guerra eletrônica, como já foi citado, visa interferir na exploração das atividades que se utilizam do espectro eletromagnético, e se apresenta de três formas distintas:

  • Medidas Eletrônicas de Apoio (MEA) (Eletronic Support Measures -   ESM): A primeira forma de exploração da GE consiste na obtenção de dados a partir da aquisição de sinais eletromagnéticos emitidos pelo inimigo, e têm por finalidade interceptar e identificar essas emissões e localizar suas fontes emissoras, objetivando seu reconhecimento imediato da ameaça, ou ainda explorar meios próprios de obtenção de informações eletrônicas, como radares e outros sensores.
  • Contramedidas Eletrônicas (CME) (Eletronic CounterMeasures -  ECM): Esta segunda forma de exploração da GE visa impedir ou reduzir o emprego eficiente do espectro eletromagnético pelo inimigo. As CME podem ser realizadas de forma ativa ou passiva, aplicando energia a fim de degradar seus sistemas de comunicações ou obtenção de informações e aquisição de alvos.
  • Contra-Contramedidas Eletrônicas ou Medidas de Proteção Eletrônica (MPE) (Eletronic Counter-CounterMeasures -  ECCM): Esta terceira forma de exploração da GE tem por objetivo assegurar a utilização eficiente do espectro eletromagnético provendo proteção aos sistemas eletrônicos próprios, visando a ineficiência dos sistemas de MEA e CME do oponente. As MPE são implementadas pelo planejamento no emprego dos sistemas eletrônicos próprios e pela utilização de tecnologias incorporadas aos equipamentos
Essas formas de exploração da GE são apresentadas separadamente para uma melhor compreensão do assunto, no entanto quando se trata de uma abordagem mais operacional elas se apresentam intimamente relacionadas, pois interagem em um ciclo contínuo no transcorrer das operações. As ESM fornecem os alvos para a ECM, enquanto que as ECCM procuram reduzir a vulnerabilidade dos próprios sistemas a ação das ESM e ECM inimigas.




Possibilidades da Guerra Eletrônica


  • Identificação e exploração de alvos: Consiste em vigiar o espectro eletromagnético, interceptando e  identificando emissões hostis e desconhecidas, registrando suas características como frequência e intensidade do sinal, por exemplo, e explorando seu conteúdo a fim de obter informações úteis como o teor de mensagens inimigas e os parâmetros de operação de radares permitindo a construção de equipamentos interferidores.
  • Localização eletrônica: consiste na localização de equipamentos emissores de sinais eletromagnéticos por meio de radiogoniometria a fim de determinar sua posição no terreno.
  • Interferência: consiste na emissão de sinais eletromagnéticos a fim de degradar ou inviabilizar a operação de meios eletrônicos inimigos.
  • Dissimulação: consiste na emissão de sinais eletrônicos no sentido de iludir o inimigo, enviando sinais e mensagens falsas, fazendo-o acreditar naquilo que não existe.
  • Bloqueio: consiste em reduzir ou anular a recepção, pelo inimigo, de seus sinais eletrônicos, impedindo, por exemplo, que faça uso de suas comunicações eletrônicas.
  • Despistamento: consiste na irradiação intencional, reirradiação, alteração, absorção ou reflexão da energia eletromagnética, com o objetivo de induzir o inimigo a interpretar o sinal de modo equivocado.




Ações Operacionais Desempenhadas pelos Sistemas de GE


  • Explorar continuamente o espectro eletromagnético de forma a mapear todas as emissões existentes, procurando identificá-las em todos os seus aspectos relevantes, individualizando o tipo de transmissor, seus parâmetros operacionais e sua localização, criando e alimentando bancos de dados sobre os sistemas existentes.
  • Localizar fisicamente a posição de cada emissor, para que possam ser batidos pelo fogo, se assim for decidido.
  • Lançar interferência eletrônica ativa junto aos sistemas inimigos, a fim de debilitar sua eficiência operacional.
  • Privar o inimigo do uso de seus sistemas de comunicação, através de ações de interferência eletrônica.
  • Interceptar os sistemas de comunicações inimigos a fim monitorar suas mensagens e dessa forma, obter informações de combate relevantes.
  • Interferir de forma passiva e ativa em sistemas de controle de armas, como mísseis e bombas voadoras, radares de busca de alvos, radares de defesa antiaérea, sistemas eletro-óticos e outros.
  • Simular junto aos sistemas inimigos alvos falsos ou de valor alterado, a fim de faze-los acreditar em situações operacionais irreais.
  • Impedir que o inimigo faça uso eficiente de seus sistemas de GE, através de medidas passivas como o uso de tecnologias furtivas, criptografia e salto de frequência, emissões disciplinadas, dispositivos de redução de assinatura térmica e outros.
  • busca de informações de combate de toda ordem com o uso de radares de todos os tipos, sonares, equipamentos MAGE, sensores IR e eletro-óticos, radiogoniômetros, sistemas de alerta-radar (RWR) e outros.