A guerra é a resolução de um conflito por meio da força, situação onde se esgotou o poder da palavra e da negociação. Ela se faz através de uma sequência de operações militares planejadas no tempo e no espaço, de magnitudes diversas e correlacionadas, onde cada lado procurar adquirir a superioridade estratégica sobre seu oponente, através da aplicação do poder militar, até se chegar a um ponto onde a situação tende a se tornar irreversível, configurando a vitória de um dos contendores.
Uma operação militar
é um conjunto de ações empreendidas por forças e meios militares, seguindo um
plano de ação previamente elaborado e buscando cumprir um objetivo bem
definido, que pode ser o objetivo do conflito em si, ou um objetivo
intermediário que vise a criar condições para que outro objetivo maior seja
buscado. Ela pode ser executada por uma única força em situações limitadas, ou
por várias forças operando combinadas em situações de maior amplitude.
O emprego de uma
força armada deve ser baseado em princípios e fundamentos que rejam sua
atuação, condicionando seu emprego em bases de racionalidade e cautela, a fim
de evitar abusos e perdas desnecessárias, que podem comprometer o próprio
sucesso das operações. São 5 os principais fundamentos das operações militares:
a doutrina, os fatores da decisão militar, o fator militar, os princípios da
guerra e os elementos do poder de combate.
Doutrina Militar
O primeiro destes
fundamentos é a doutrina militar, que rege o preparo da força na condução de
seu adestramento e instrução, na sua organização, no tipo e quantidade do
equipamento a ser empregado e na forma como ela é empregada; além de definir as
bases de sua orientação moral e ética. A doutrina militar é o conjunto de
normas e preceitos que deverão ser obedecidos para a elaboração de todas as
demais instruções e orientações da força, delineando a emissão de ordens e
elaboração de manuais de campanha.
Fatores da
Decisão Militar
O segundo
fundamento operacional tange os fatores da decisão militar, que são as
variáveis a serem consideradas quando do planejamento e condução de uma
operação militar. Prestam-se tanto a gestão das operações em curso, quanto ao
estudo de operações passadas e história militar. Qualquer decisão militar é
fruto de uma análise lógica desses fatores, no clássico Estudo de Situação, que
é conduzido analisando 5 fatores distintos: A missão, o terreno, o inimigo, os
meios disponíveis e o tempo a ser cumprido.
- A Missão que nada mais é do que um objetivo a ser alcançado. Ao receber uma missão, o comandante militar deverá reunir em um plano de ação factível, baseado no bom senso, preceitos de doutrina, conhecimentos e treinamento que possui, sempre consultando os manuais de campanha afins, tudo aquilo que for necessário para cumpri-la.
- Para buscar a melhor forma de cumprir a missão recebida, o comandante procede a análise do Terreno onde será executada. Leva em consideração todos seus aspectos topo-táticos, como observação e campos de tiro, cobertas e abrigos, obstáculos, vias de acesso, acidentes capitais, condições meteorológicas, assuntos civis e outros; identificando nele seus objetivos.
- Uma vez familiarizado com o terreno onde irá desdobrar seus meios, o comandante da operação passa a estudar o Inimigo, analisando suas capacidades e limitações, organização, equipamento, instrução e forças morais, concluindo sobre suas deficiências, vulnerabilidades e possibilidades.
- O quarto aspecto que será levado em consideração serão os Meios disponíveis, onde o comandante e seus estado maior farão um estudo crítico da própria situação, sobre o mesmo enfoque anterior, para concluir sobre suas deficiências, vulnerabilidades, pontos fortes e possibilidades reais.
- Após tomar pé de toda a situação, passa-se então a coadunar as principais idéias formuladas dentro do Tempo em que deverá ser concluída a missão. Toda operação deve ser viabilizada em tempo hábil, de forma a não permitir que o inimigo consolide sua situação e que o princípio de guerra da surpresa possa ser explorado ao máximo. Ações subsequentes poderão depender do sucesso de sua missão, e em alguns casos o não cumprimento do prazo poderá inviabilizar as ações que seguirão, parcial ou totalmente.
Baseado nesta
pré-análise, o comandante decidirá sua linha de ação, sempre procurando
explorar seus pontos fortes contra as vulnerabilidades do inimigo, e adotando
medidas de segurança para impedir que ele faça o mesmo. Sempre assessorado por
seu Estado Maior, a linha de ação dotada será detalhada no plano de ação, fruto
de trabalho minucioso, baseado nas informações disponíveis e em outras que
deverão ser buscadas. A decisão resultante de um Estudo de Situação, sempre
traz em seu bojo a aplicação dos princípios universais de guerra.
Fator Militar
O terceiro
fundamento é a consideração das inúmeras variáveis que influem no desempenho de
uma força militar. O comandante deve avaliá-las de forma a tirar o máximo de
proveito da situação, corrigir falhas e viabilizar um estratégia viável e bem
sucedida. Ao conjunto destes elementos denominamos Fator Militar. São eles:
logística, comando, estado-maior, tropa, equipamento, terreno, condições
meteorológicas, imponderáveis da guerra, incerteza da situação, confusão no
combate, aplicação dos fundamentos da arte da guerra, grau de operacionalidade,
moral, pensamento militar e tecnologia.
São variáveis
sempre presentes que influenciam a missão, e que interagem sempre. O Fator
Militar é composto de duas ordens de forças: As materiais e as morais. As
últimas assumem relevância nos exércitos menos abastados.
- A Logística é a capacidade de manutenção de uma força combatente. Cabe a ela suprir as forças em todos os ítens imagináveis e necessários ao combate. Alimentação, munição, combustíveis, suprimentos médicos, reposição de pessoal, equipamentos e materiais dos mais diversos; além do transporte, estocagem e distribuição destes ítens, nos locais e momentos adequados. A logística ainda engloba a manutenção de equipamento, seja de serviço ou corretiva, a instalação e manutenção de hospitais de campanha e serviços de transporte e triagem de feridos e funerários, a manutenção e construção de vias de acesso e áreas de estacionamento, a manutenção de instalações de cunho estratégico como portos, bases aéreas, centros de comunicações, usinas de provimento de energia e água, e outras que se mostrarem importantes às operações. Pode-se dizer que o fator logístico é o pilar central de toda e qualquer campanha, sendo sua importância diretamente proporcional a duração das operações. O próprio foco de qualquer operação continuada é a inviabilização do sistema logístico do inimigo, fator que decidiu quase todas as operações listadas pela história.
- O Comando é o agregador de todos os elementos do fator militar. Cabe ao comando a implementação de uma situação de sinergia de todos os elementos operativos. Um comandante deve desenvolver continuamente seu caráter, capacidade, experiência profissional e características de liderança. Conhecer as características do comandante inimigo é importantíssimo na medida que se deseja antecipar suas decisões. Uma força privada do seu elemento de comando continua detentora de seu potencial orgânico, porém está totalmente incapacitada de aplicá-lo, e se o fizer será de maneira limitada.
- O Estado-Maior é o "Staff" do comandante. Cabe ao Estado-Maior ocupar-se dos detalhes da missão, permitindo que o comandante se concentre nas linhas de ação principais. Fator multiplicador do poder de combate, um Estado-Maior eficiente pode ser a diferença entre a vitória e o fracasso. Um Estado-Maior típico constitui-se de uma seção de pessoal (1ª seção), de informações (2ª seção), de operações (3ª seção) e de logística (4ª seção); podendo conter outras como de instrução, ações psicológicas, assuntos civis, comunicação social e o que mais se achar necessário.
- A Tropa é o elemento operativo propriamente dito. Caracteriza-se pelo seu número, nível de adestramento, padrões sanitários e motivação. Uma tropa desmotivada ou mal assistida no quesito de saúde não desempenhará a contento. Uma tropa em número inssuficiente poderá sucumbir facilmente a não ser que outros fatores como a tecnologia eo adestramento compensem esta deficiência.
- O equipamento é o conjunto de recursos materiais, nos aspectos quantitativo e qualitativo, postos a disposição da tropa. Material Bélico, Suprimentos e materiais de toda ordem fazem parte deste item. Um aspecto material que assume especial importância são os meios de comunicações disponíveis, vitais ao exercício do comando. Sem elas operando plenas, o comando terá dificuldades em bem reger a orquestra posta a sua disposição. Fica mudo e impotente. A experiência histórica tem demonstrado, em guerras recentes, que exércitos dispondo de bom equipamento, não foram capazes de tirar rendimento satisfatório dos mesmos, por deficiências culturais da tropa.
- O terreno influi diretamente no grau de dificuldade de uma operação, e repercute sensivelmente no Fator Militar, Seus elementos topo-táticos servem para a pesquisa e estudo crítico de uma operação militar. O sucesso da operação está diretamente relacionado a capacidade de superar os obstáculos existentes, a capacidade de utilizar o terreno para ludibriar a percepção inimiga da situação e impor dificuldades a sua manobra e reação.
- As condições meteorológicas como chuva, neve, ventos, nevoeiro, fases da lua, partes do dia, temperaturas, crepúsculo, etc., influem diretamente nas operações e repercutem no Fator Militar, e devem ser consideradas com atenção.
- Os imponderáveis da guerra são circunstâncias imprevisíveis num combate, influindo decisivamente em seus resultados. Um incêndio florestal, condições meteorológicas adversas, uma revolta não esperada de populares, o assédio de criminosos, animais selvagens, um terremoto, etc... podem influir, dependendo das circunstâncias nas operações.
- A incerteza da situação está baseada no fato de que, normalmente, o comandante não dispõe de informações suficientes para lastrear seu Estudo de Situação. As medidas de contra-informação do inimigo restringem a ação de seu setor de informações. Daí decorre o risco calculado. Prejudicar a observância de um princípio de guerra em beneficio de outro. Churchill já afirmava "não se pode conduzir uma guerra na base da certeza". O chefe, nestas ocasiões, procura apoiar-se nos princípios de guerra da Segurança e da Economia de Forças, para precaver-se contra a incerteza.
- A confusão no combate estará sempre presente. Situações não previstas (imponderáveis) podem acontecer pondo abaixo todo um planejamento. O comando e a tropa têm que estar preparados e com as cabeças frias, para exercitarem o espírito da iniciativa, em situações confusas de combate, contornando de forma eficiente os problemas que vierem a aparecer. Um bom método de fazer isto é reunir várias cabeças e pedir para que relacionem tudo aquilo que pode acontecer, elencar as situações mais prováveis ou nocivas e precaver-se contra elas. É na ausência de ordens, que a criatividade e a iniciativa dos comandantes mais capazes pode fazer a diferença.
- Observância dos mandamentos e preceitos da guerra, que fundamentam as decisões de campo é de vital importância ao sucesso operacional que se está buscando. Iniciativa é sempre bem vinda e fará a diferença em qualquer situação, porém deve ser responsável e competente, sem deixar a disciplina de lado.
- O grau de operacionalidade é a capacidade de uma força em aplicar de forma plena seu poder militar. uma força deverá dispor de comandante e estado maior conhecedores de seu ofício e se possível experientes, tropa bem adestrada, equipamento moderno e bem manutenido, moral elevado, etc... para bem poder desempenhar suas atribuições. Deverá também saber operar em conjunto com outras forças que se façam presentes.
- O moral é a pré-disposição para lutar. Quanto mais elevado, maior será a qualidade do Fator Militar. É o combatente motivado para a luta. Influem no moral da tropa e por conseqüência no seu rendimento, fatores como alimentação, notícias do andamento das operações e da segurança de seus familiares, o sentimento da sua importância junto a seus comandantes, estresse a que está submetida, serviço de saúde de que dispõem, perspectiva do desenvolvimento das operações, sentimento em relação a própria segurança, exposição a cenários como de morte intensa, genocídios, amigos e colegas feridos em níveis degradantes, e outros.
- Espírito crítico e criatividade fazem parte do pensamento militar. É o estado de espírito que deve dominar todos os integrantes de uma força. Pensar para rejeitar, modificar, aperfeiçoar, inovar e progredir. A capacidade de criticar sadiamente idéias previamente aceitas, visando a rejeitá-las, ou modificá-las. Todos os conceitos da doutrina militar resultaram do pensamento militar criador. Todas as inovações na doutrina militar foram em determinada ocasião uma idéia revolucionária de um comandante ou pensador militar. Este espírito sempre enfrentará a tradicional resistência à mudanças, constante no meio militar, e deve ser empregado com cautela e conhecimento. Deve-se tomar cuidado para não se ferir a hierarquia e a disciplina, pilares da doutrina militar.
- A tecnologia sempre fará a diferença. A qualidade do Fator Militar depende muito do grau tecnológico dos equipamentos disponíveis, que não deve ser superior a capacidade dos soldados de utilizá-la.
Princípios de Guerra
Os princípios de
guerra são normas consagradas pelo tempo, não aplicáveis em uma seqüência
definida, e que devem ser internalizadas pelos comandantes militares de
todos os escalões, a fim de nortearem suas decisões. Sua aplicação deve ser
adaptada a cada situação de forma flexível, sempre precedida pelo bom senso e
constituem-se na base de toda operação militar. Cada força armada adota seu
próprio conjunto de princípios, estado aqui listados 9 deles: Objetivo,
Iniciativa, Concentração de Meios, Economia de meios, Manobra, Unidade de
Comando, Segurança, Surpresa, Simplicidade.
Eles formam a
base das operações militares convencionais modernas e foram forjados pela
experiência adquirida ao longo dos tempos, sendo enunciados sistematicamente no
início do século XX. Variam de acordo com doutrina de cada força em número e
semântica, mas todos convergem para uma mesma conclusão, enfatizando as
vocações singulares. Podem variar ainda com o tempo, refletindo a evolução da
tecnologia e do pensamento militar.
As forças armadas
modernas os adotam como parte da doutrina e devem ser aplicados
independentemente de se estar operando nos níveis estratégico, operacional ou
tático. Sua aplicação não segue uma lista de conferência com um ordem
pré-definida, e se aplicam simultaneamente e da mesma maneira a todas as
situações. Quando usados no estudo de campanhas passadas, são poderosas
ferramentas de análise.
Objetivo
Toda operação
militar deve buscar um objetivo definido, decisivo e tangível. Para se chegar a
ele, freqüentemente será necessário conquistar outros objetivos intermediários
de menor importância, que igualmente deverão ser claros e tangíveis, sendo que
a conquista de cada objetivo secundário deverá contribuir para se chegar ao
objetivo estratégico ou principal. Também deverá estar claro o acoplamento
entre eles, e a importância da conquista de cada um. Toda e qualquer ação
desnecessária a consecução dos objetivos deverá ser evitada. O objetivo a ser
atingido e os limites a serem observados são ditados pelo comando, sendo
a linha de ação adotada prerrogativa do executor. Nenhuma ação deve ser
posta em prática sem que um plano adequado tenha sido elaborado para norteá-la.
Iniciativa
A iniciativa deve
ser buscada a todo momento, de forma a forçar o inimigo a reagir a um plano já traçado,
evitando que este venha a seguir um plano próprio. Quem detém a iniciativa
comanda o combate e decide seus rumos. Seja tanto em operações defensivas como
em ofensivas. Na guerra é necessário ser agressivo e violento de forma a
frustrar qualquer esforço de organização por parte do inimigo, evitando que ele
decida quando, onde e como combater. Agarrar, reter e explorar a iniciativa é
uma das chaves do sucesso.
Concentração ou
Massa
O poder de uma
força de combate está na eficiente composição desta. Elementos adequados,
alocados nos pontos onde produzem seus maiores efeitos, agindo de modo
sincronizado e desfrutando de proteção mútua, maximizam o efeito sobre o
inimigo com um mínimo de baixas. Não se bate no inimigo com a ponta do dedo de
uma mão aberta, e sim com um punho fechado (violenta e decisivamente), visando
esmagar seu poder de combate. Uma unidade inimiga vencida será desarmada e
presa, a fim de evitar que venha a combater novamente (em local longe do risco
de resgate). O engajamento procurará o momento em que o inimigo estiver
numericamente inferior, seja em pessoal ou meios. Manobras que visam fracionar
suas forças são desejáveis e devem ser implementadas a fim de facilitar
contatos com contingentes reduzidos. Quando se está numericamente inferior,
deve-se buscar compensar com meios multiplicadores do poder de combate a fim
buscar a vantagem do engajamento, e caso isso não seja possível, o contato
deverá ser evitado até que tal situação se configure. Não se engaja o inimigo
em inferioridade tática.
Economia de Meios
Todo e qualquer
engajamento empregará o poder de combate necessário ao cumprimento da missão,
de forma a concluí-la do modo mais efetivo possível, sempre levando-se em
consideração a integridade das tropas e procurando preservar no que for
possível a disponibilidade do equipamento e recursos logísticos. Não se
empregam recursos que podem ser poupados e não se poupam recursos que possam
comprometer a missão e os meios de combate. Esforços secundários serão
limitados ao mínimo de forma a preservar os sempre escassos recursos
disponíveis. Estas considerações revestem-se de maior ou menor importância de
acordo com os recursos que as forças dispõem, e como na guerra eles podem ser
extremamente limitados, seja pela limitada capacidade de reposição de meios ou
deficiências na estrutura logística, seja por infortúnios causados pelo
inimigo. A ausência desse ou daquele item em momentos decisivos, pode decidir
uma batalha ou mesmo uma campanha. Operações militares demandam esforços logísticos
de grande monta e todo alívio e racionalização desta estrutura de apoio é
sempre desejável.
Manobra ou
Mobilidade
Colocar o inimigo
em uma posição de desvantagem pela aplicação inteligente e flexível do poder de
combate é o objetivo da manobra. Manobra é o movimento de forças em relação ao
inimigo para ganhar vantagem posicional em relação a este. Uma manobra efetiva
evita que o inimigo assuma posições vantajosas e protege as forças aliadas. É
usada para explorar sucessos, preservar a liberdade de ação e reduzir a
vulnerabilidade. Isto traz continuamente problemas novos para o inimigo fazendo
suas ações ineficazes devido a impossibilidade de organização e o lançamento de
ações coordenadas. Em todos os níveis a aplicação da manobra requer agilidade
de pensamento, planejamento, operatividade, organização, designação de
objetivos, aplicação dos princípios de concentração e economia de meios. Ao
nível operacional, manobra é quando se decide onde e quando lutar, através da
fixação de condições de batalha ou tirando proveito de ações táticas. A manobra
é uma forma dinâmica de lutar que rejeita padrões previsíveis no desenrolar das
operações.
Unidade de
Comando ou Controle
O comando de
qualquer operação será vertical, único e sem paralelismos, em todos os
escalões. Forças operando paralelas em uma mesma campanha tendem a duplicar
esforços e demandarem mais recursos. A unidade de comando facilita a
coordenação, sincronização de ações e a unificação de esforços, além de evitar
sobremaneira o chamado “fogo amigo” ou fratricídio. Este princípio deve ser
observado mesmo quando forças tiverem comandos distintos, os quais deverão
operar de forma combinada.
Segurança
A segurança das
forças em combate deve ser prioridade. O risco é inerente a guerra, porém
àquele que corre riscos desnecessários, seja por negligência ou por
desconhecimento dos fatores que afetam os campos de batalha, com certeza
colherá frutos amargos. Conhecer as intenções inimigas de uma forma abrangente
e detalhada é vital; bem como suas táticas, doutrina e tecnologias, a fim de
evitar surpresas desagradáveis, permitir antecipar seus movimentos e frustrar
seu planejamento. A tropa que opera em segurança pode se dar ao luxo de fazer
experiências e testar o inimigo de um modo coordenado, estudando sua reação sem
que este adquira vantagens inesperadas. A segurança aumenta a liberdade de ação
e reduz a vulnerabilidade. Toda operação militar lançada de bases não seguras,
sejam físicas ou doutrinárias, está exposta a um grau de risco que se
convenientemente explorado pelo inimigo, pode comprometer tanto a si própria
como ao bojo das operações.
Surpresa
Agir onde e
quando o inimigo não espera, de uma forma inusitada e criativa pode alterar
decisivamente o equilíbrio de um combate. Avanços crescentes da tecnologia,
especialmente nos campos das comunicações e vigilância tornaram a surpresa cada
vez mais difícil de se alcançar. Fatores que influenciam efetivamente na
surpresa são a mobilidade, a efetividade dos sistemas de C3I (comando, controle,
comunicações e informações), a capacidade de guerra eletrônica, a variação no
modo de agir que impede o inimigo de prever ações, etc... A surpresa pode estar
ainda no uso do tempo, na utilização da força e tecnologia, na direção de um
avanço, ou na manipulação de qualquer outro fator inesperado pelo inimigo. É um
multiplicador de combate poderoso, porém temporário. Não é essencial, se bem
que desejável, apanhar o inimigo completamente desavisado; muitas vezes se faz
suficiente que ele se dê conta muito tarde para reagir efetivamente. Fatores
que contribuem para surpreender incluem velocidade, superioridade de informação
e assimetria.
Simplicidade
Todo planejamento
deverá basear-se em planos claros e descomplicados, além de ordens objetivas,
de forma a assegurar compreensão completa, sem margem a dúvidas ou dupla
interpretação. Planos simples propiciam assimilação intuitiva e difíceis de
esquecer, e ordens objetivas minimizam o engano e a confusão. A simplicidade é
especialmente valiosa quando os soldados e seus comandantes estão cansados,
onde avaliações equivocadas podem resultar em graves conseqüências e detalhes
são facilmente esquecidos. Quanto mais simples uma operação se apresentar,
maiores as chances de obter êxito. Os planos devem ser simples, o planejamento
deve ser minucioso.
A Marinha do
Brasil adota ainda os princípios da Moral, Exploração e Prontidão em
complemento aos já enunciados, e a FAB o da Cooperação, que exprimem a vontade
de alcançar o objetivo aceitando os revezes inerentes ao ofício da guerra; a
constante prática do esclarecimento visando a ciência da situação; a máxima do
"sempre alerta" a fim de não ser pego desprevenido e o implemento do
espírito de corpo entre os operadores, respectivamente.
Elementos do
Poder de Combate
O poder de uma
força militar é definido pela balanceamento de cinco fatores que o comandante
deve lançar mão no campo de batalha. Sua utilização é vital e necessária a
consecução bem sucedida das operações. São eles: A Manobra, O Poder de Fogo, A Liderança,
A Proteção e a Informação.
A Manobra é a
combinação de fogo e movimento, sincronizados no tempo e espaço, de forma a
posicionar-se de forma vantajosa em relação ao inimigo, a fim de pô-lo fora de
ação pela quebra de seu poder de combate e conseqüente fuga, destruição ou
rendição, sempre em consonância com os objetivos da missão. É através da
manobra que se alcança surpresa, choque, iniciativa e domínio do campo de
batalha. A manobra é implementada em três níveis diferentes e hierarquicamente dependentes,
sendo estes níveis o estratégico o operacional, e o tático ou combate
aproximado.
A manobra
estratégica é o nível mais alto e corresponde a todo o movimento de meios desde
as bases permanentes até as áreas de concentração estratégica, pondo-se em
condições de desencadear a manobra operacional. A manobra operacional é o
nível intermediário e mais alto da manobra de campo, e visa posicionar-se
vantajosamente em relação ao inimigo antes de se atingir a fase de engajamento.
Manobra-se operacionalmente antes de qualquer batalha ou campanha a fim de
alcançar a vantagem inicial, com o adequado posicionamento de tropas
combatentes e meios de apoio. Ela cria as condições preconizadas no
planejamento da missão de forma a tornar possíveis e vitoriosas as subseqüentes
ações táticas. Manobra tática é o nível onde se faz contato com as
posições inimigas a fim de iniciar e dar seqüência ao engajamento em busca dos
objetivos traçados. Através da manobra tática procura-se sempre manter a
iniciativa criando um volume de problemas progressivo ao inimigo, fazendo-o
reagir a situações inesperadas e frustrando continuamente o seu planejamento.
Enquanto o inimigo tiver problemas a resolver, dificilmente terá oportunidade
de criar situações em seu favor. Em operações de estabilidade a manobra visa
inviabilizar opções táticas efetivas por parte do inimigo, concentrando poder
de combate onde possam as forças aliadas dissuadir ou reduzir os efeitos de
suas ações. O Combate aproximado é o nível mais íntimo da manobra tática,
onde se dá o engajamento propriamente dito. O combate aproximado é levado a
cabo com o efetivo emprego de fogo direto, indireto, ar-terra e outros meios de
combate. É no combate aproximado que se derrota ou destrói as forças inimigas,
conquistando ou mantendo o terreno. Pode-se dar a milhares de metros com armas
de alcance condizentes ou em contato corpo-a-corpo.
Todas as ações
táticas requerem inevitavelmente a posse de determinado terreno ou área
geográfica, como pré-condição para se alcançar o objetivo ou como sendo o
próprio objetivo da missão. O combate aproximado se faz necessário quando o
inimigo estiver ali presente e ficar claro que não tem intenções de cedê-lo. No
final das contas, o resultado de todas as batalhas, operações e campanhas dependem
da habilidade das forças em combate de engajar o inimigo, destruindo-o ou
frustrando sua capacidade combativa.
Uma manobra bem
conduzida nos níveis mais altos pode colocar o inimigo numa condição em que
este preveja sua derrota e seja persuadido a render-se, pois só os tolos lutam
batalhas perdidas. Neste caso o combate aproximado se faz desnecessário,
poupando-se recursos e vidas. Em operações de estabilidade, a provável
superioridade nas ações de combate aproximado das forças aliadas pode influenciar
as ações do adversário. Em todos os casos, a habilidade das forças aliadas em
se ocupar das ações de combate aproximado é o fator decisivo na derrota inimiga
ou controle de uma situação.
A potência de
fogo é a força letal aplicada ao inimigo a fim de inviabilizar sua condição e
disposição de luta, e parte fundamental da manobra. É empregada na destruição
de suas forças e meios, restringindo ou anulando sua capacidade de reação e
possibilidades de êxito. Na manobra; através da sincronização de movimentos
pertinentes e coordenados, criam-se as condições para o uso efetivo da potência
de fogo. Embora a manobra ou o fogo possam dominar uma fase da ação em
particular, eles são onipresentes em todas as operações, sendo que seu emprego
simultâneo e sincronizado aumenta o impacto de ambos, e a ausência de qualquer
um deles torna o outro inócuo na maior parte das vezes.
Combinados,
produzem efeitos devastadores e eficazes. Potência de fogo é a quantidade
de fogos que uma posição, unidade ou sistema de armas podem alocar em
determinado espaço físico durante determinado tempo. Os fogos incluem ainda as
missões de apoio implementadas pela artilharia e aviação de forma separada ou
em combinação com a manobra. A eficácia da potência de fogo é função direta da
precisão dos sistemas de armas modernos, sejam diretos ou não, da capacidade
dos sistemas de aquisição de alvos, do alcance e cadência de tiro das armas,
bem como de suas capacidades de colocar-se em posição e serem continuamente
supridas.
Fogos operacionais
são a aplicação pelos comandantes de alto escalão de meios letais ou não, para
realizar seus objetivos durante a conduta de uma campanha ou operação
principal, sendo componente vital de qualquer plano operacional. São empregados
contra objetivos cuja neutralização podem afetar significativamente uma
campanha ou operação principal. O planejamento destes fogos inclui a alocação
conjunta de meios aéreos, terrestres e navais. Podem ou não ser projetados para
alcançar um único objetivo, como por exemplo a interdição de forças inimigas
principais para criar as condições favoráveis a manobra das forças aliadas.
Tanto a manobra
quanto os fogos operacionais podem acontecer simultaneamente, podendo ou não
buscar objetivos muito diferentes. Em termos gerais não se comportam como fogos
de apoio e a manobra operacional não necessariamente depende deles, porém
quando empregados sincronizadamente e as oportunidades daí surgidas
competentemente exploradas, produzem resultados muito efetivos. Fogos e manobra
operacionais combinados de forma sinérgica geram batalhas assimétricas,
altamente produtivas e unilaterais.
Fogos táticos são
àqueles aplicados para neutralizar as forças inimigas, suprimir seus fogos e
desarticular seus movimentos. Eles criam as condições necessárias ao combate
aproximado, e devem ser sincronizados com os efeitos de outros sistemas.
Concentrar fogos de forma a obter máxima letalidade requer uma compreensão
completa da intenção do comando e habilidade de empregar todos os meios
disponíveis simultaneamente contra uma variedade de objetivos. A aplicação
efetiva de fogos táticos deve obedecer a uma escala de prioridades; localizando
e identificando alvos; alocando potência de fogo onde for necessária e
avaliando seus efeitos. Uma demanda efetiva de fogos requer unidades
competentemente conduzidas com um alto grau de compreensão situacional.
A liderança é
capacidade de inspirar as forças combatentes a acreditarem no sucesso, sendo o
elemento mais dinâmico do poder de combate. Uma liderança confiante, audaciosa
e competente é capaz combinar de forma harmoniosa os outros elementos deste
poder e servir como catalisador na criação das condições para o sucesso. Forças
motivadas são de fundamental importância ao sucesso, e para tal devem conhecer
propósito, direção, e relevância de todas as ações. Líderes fazem
freqüentemente a diferença entre sucesso e fracasso, particularmente em
pequenos escalões.
A competência de
um líder requer proficiência no relacionamento com seus comandados e
superiores, capacidade de entendimento situacional, além de conhecimento
técnico e tático. Treinamento ininterrupto permite concatenar estas habilidades
às capacidades e deficiências das tropas. Competência profissional aliada a
personalidade firme dos comandantes em todos os níveis, representam uma parte
significativa do poder de combate de toda uma unidade. Líderes devem demonstrar
caráter forte e padrões éticos altos, conhecer e entender as necessidades de
seus subordinados, agir com coragem e convicção, saber quando e onde intervir e
tomar decisões de forma a influenciar positivamente a situação.
Trabalho de
equipe, espírito de corpo e confiança são atributos fundamentais na atividade
de combate. Os soldados têm que confiar em seus líderes, e estes têm que
conquistar a sua confiança. Confiança perdida pode inviabilizar ações
subseqüentes e comprometer a missão.Em situações difíceis o líder competente
faz a diferença e viabiliza as ações de seus comandados.
A proteção é a
preservação do potencial de combate de uma força, de forma que esteja
disponível quando for necessária. A adoção de medidas de proteção não é sinal
de covardia, timidez ou incapacidade de correr riscos, mas sim sinal de
prudência e bom senso. Forças armadas invariavelmente operam em ambientes
hostis, onde vida e morte andam juntas e vítimas se fazem a todo momento. As
operações criam uma sobreposição entre as necessidade de realizar a missão e
evitar vítimas, comumente difíceis de conciliar. Realizar a missão tem
precedência a evitar as vítimas, pela própria natureza do combate, porém os
combatentes são o recurso mais importante do das forças armadas, e vítimas
excessivas podem comprometer missões futuras, além é claro de ser moral e
politicamente indesejáveis. Comandantes são responsáveis por realizar as
missões com o menor número de vítimas possível.
A proteção tem
quatro componentes: proteção da força, disciplina de campo, segurança, e
prevenção ao fratricídio. A proteção da força, o componente primário, minimiza
os efeitos da potência de fogo inimiga, sua manobra e coleta de informações.
Disciplina de campo impede baixas por ações do ambiente. Segurança reduz o
risco inerente de mortes fora de batalhas e danos. Prevenção ao fratricídio
minimiza a ocorrência de baixas por fogo amigo.
Proteção da
força
Proteção da força
é o conjunto de todas as medidas implementadas a fim de impedir ou minimizar
baixas, pessoais ou materiais, causadas pelo inimigo. A proteção é implementada
seja o combate ou em nos recursos e instalações, além da vital proteção a
informação crítica. Ações de proteção conservam a integridade da força em
combate, preservando seu potencial para que possa ser aplicado quando e onde
necessário. Não é objetivo das medidas de proteção da força derrotar o inimigo
ou protege-se contra acidentes, intempéries ou doenças.
As medidas de
proteção pode lançar mão de todos os meios disponíveis tais como componentes
aéreos, espaciais, defesa anti-míssil, defesa NBC, ações anti-terrorismo;
operações de contra-informação e segurança para forças operacionais e seus
meios. Forças inimigas de menor poderio e que são incapazes de desafiar seus
adversários em combate convencional, freqüentemente buscam ações assimétricas,
com armas ou táticas não convencionais. Esta ameaça não pode ser negligenciada.
A proteção da
força em todos os níveis minimiza as baixas por ações hostis. Ações de
contra-inteligência hábeis e agressivas e avaliações de ameaça diminuem a
vulnerabilidade das forças aliadas. Disciplinas de dispersão reduzem perdas por
fogos inimigos e ações terroristas. Disciplinas de camuflagem, segurança local,
e fortificações de campo fazem o mesmo. Proteção de ligações eletrônicas e nós,
incluindo tropas com dispositivos eletrônicos, são vitais à segurança das
informações e sistemas de informação. No nível operacional, áreas de retaguarda
e segurança de bases contribui para aumentar a proteção. Forças de artilharia
de defesa protegem instalações e populações civis do assédio de mísseis táticos
com ogivas de combate convencionais e WMD. Aviação de caça e sistemas de
controle de espaço aéreo e unidades de defesa anti-míssil complementam o
controle do componente pelo controle do espaço aéreo. Artilharia de costa e
forças navais guardam os flancos para o mar e acesso aos portos. Medidas preventivas
contra ações de natureza NBC provêem a capacidade para sustentar operações
nestes ambientes.
Disciplina de
campo
Disciplina de
campo, um segundo componente da proteção, impõem regras aos soldados,
preservando-os dos efeitos físicos e psicológicos do ambiente. Ambientes
opressivos podem solapar muito mais depressa o moral dos soldados que a ação
inimiga. Embora estes possam adaptar-se ao ponto das populações nativas, esta
adaptação só é conseguida a custa de muito treinamento em habilidades de campo
e aspectos particulares da região.
Todas as medidas
de precaução para manter os soldados saudáveis e de moral alto devem ser
implementadas. Sistemas adequados instalados em locais pertinentes preservam a
saúde dos combatentes, previnem doenças endêmicas e sazonais, e proporcionam
atendimento rápido dos feridos. Sistemas efetivos para manutenção, evacuação, e
substituição rápida ou conserto de equipamento preservam o valor do material
empregado. A saúde básica e o bem estar da tropa devem estar em primeiro lugar,
evitando-se exposições desnecessárias a condições debilitantes, tais como frio
e calor extremo, desidratação e insetos, por exemplo.
Segurança
Segurança é o
terceiro componente da proteção. Condições operacionais impõem freqüentemente
riscos significativos aos soldados. Tripulações tem que ser treinadas e
operadores têm que saber as capacidades e limitações de seus sistemas de armas.
Em condições que extrapolam os limites humanos, meios extras de proteção devem
ser providenciados. Em combate, a fadiga reduz reações e a agilidade mental,
resultando em acidentes fatais, perda de poder de combate, e de oportunidades
táticas. Atenção e disciplina de segurança em níveis altos vem a minorar estes
riscos.. Operações seguras decorrem de padrões rígidos de treinamento. Enquanto
expor-se a riscos calculados é inerente às operações, lançar mão de todos os
meios para minorar a probabilidade destes é obrigação do comando
Prevenção ao
fratricídio
O quarto
componente da proteção é a prevenção ao fratricídio. Fratricídio é a matança ou
ferimento não intencional de pessoal através de fogo amigo. O poder destrutivo
e diversidade das armas modernas, aliadas a alta intensidade dos combates,
aumentam o potencial para o fratricídio. Manobras táticas, terreno, e condições
de tempo também podem aumentar este perigo. A redução dos riscos de fratricídio
deve ser buscada sem desencorajar a coragem e audácia. Liderança competente
resulta em eficaz controle de armas, movimentos de tropa, e disciplina nos
procedimentos operacionais, contribuindo para alcançar esta meta. Compreensão
situacional por parte das forças aliadas e métodos de identificação de veículos
também ajudam. A Eliminação do fratricídio aumenta nos soldados a vontade de
agir corajosamente, confiante que fogos aliados não os matarão
Informação
Informação
adequada multiplica os efeitos da boa liderança, manobra, poder de fogo e
proteção. No passado, quando forças estabeleciam contato com o inimigo, a busca
de informação era implementada. Hoje usa-se informação previamente acumulada
por uma grande gama de sistemas, desde patrulhas de reconhecimento até sistemas
não tripulados e de satélites, para traçar o quadro da situação muito antes dos
momentos de contato iminente com o inimigo. Operações de informação ofensivas
(IO) são usadas para entender o ambiente operacional e criar as condições de
emprego para os outros elementos do poder de combate.
Um quadro
operacional em constante atualização, baseado em capacidade de inteligência
potencializada, vigilância e reconhecimento (ISR), todos com alta tecnologia se
disseminou através dos sistemas de informação modernos, proporcionando uma
perspectiva em tempo real muito precisa da situação que irão encontrar.
Informação atualizada permite adquirir conhecimento situacional real,
possibilitando que se combine elementos do poder de combate de modos novos e
mais efetivos. Por exemplo, o adequado conhecimento da situação permite evitar
áreas inimigas desfavoráveis, enquanto se concentra fogos e manobra em locais e
momentos adequados. Esta capacidade aumenta a probabilidade de sobrevivência da
força sem ter que aumentar o esforço de sistemas passivos de proteção na mesma
proporção, como a capacidade das blindagens. Sistemas de informação modernos
ajudam em todos os níveis a melhores e mais rápidas decisões. Decisões mais
rápidas e efetivas, prontamente comunicadas permitem a força potencializar os
efeitos do poder de combate mais efetivamente que o inimigo. Isto habilita a
força a ver, entender e agir primeiro.
A Informação não
é neutra; lados adversários usam-na para capitalizar vantagens exploráveis e
aplicá-las contra objetivos selecionados direta ou indiretamente. Da mesma
maneira que fogos são sincronizados e endereçados, assim é a informação. Alguns
exemplos ilustram o uso da informação como um elemento de poder de combate:
Durante a operação Tempestade no Deserto, unidades de operações psicológicas
acompanharam forças em manobra, em muitos casos convencendo o inimigo a se
render. Na mesma operação, operações diversionárias dos Marines (um elemento de
IO ofensivo) resultou na divisão de forças, alocando uma parte para longe da operação decisiva.
O implemento de
sistemas informatizados e integrados permite as forças em combate
agilidade no trâmite e processamento de informação a um grau sem precedentes.
Os sistemas de Guerra Centrada em Redes (NCW) tem efeitos multiplicadores do poder de combate. O objetivo destas melhorias é
proporcionar informação em tempo real que permita entender a situação tática e
agir dentro da intenção do comando, aumentando a capacidade da força e
diminuindo os desafios operacionais. Enquanto os subordinados tem acesso à uma
situação tática mais abrangente, o comando têm acesso a camadas de detalhe
tático mais específicas.


















