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sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

Classificação das Guerras - Modalidades e Conceitos *211




A palavra guerra é usada de muitas formas, seja para classificar os conflitos quanto a sua natureza e características principais ou para designar determinadas práticas adotadas dentro dos conflitos, que por suas características singulares a tornam um tema que pode ser tratado em separado. Alguns conceitos que usam a palavra guerra também são explicitados, pois aos olhos do leigo estes conceitos podem confundir, fazendo-o pensar que cada um deles trata de um modo de guerra distinto e não de uma faceta daquilo que é algo único, podendo vários deles se fazerem presentes em uma única situação.

Guerra Regular

É a forma mais conhecida de conflito armado, praticado desde a antiguidade. Forças regulares de governos constituídos entram em conflito armado com ações de violência extrema, sendo reconhecida em legislação internacional, com declaração de guerra prévia (alguns casos acontecem sem declaração a revelia da legislação).

Guerra Convencional

É a forma de guerra realizada dentro de padrões tradicionais, usando armas comumente integrante dos inventários da maioria das forças armadas, podendo ser total (de grande amplitude como as guerras mundiais) ou limitada (restritas de determinas regiões). É o tipo de guerra para a qual as forças armadas em geral dirigem seu adestramento.


Guerra Nuclear

É a forma de guerra caracterizada pelo uso de armas nucleares (armas estratégicas ou táticas de grande poder de destruição). Só foi usada até hoje na segunda Guerra Mundial nos bombardeios a Hiroshima e Nagazaki, como forma de forçar a rendição e sem objetivo tático, somente estratégico. Muito se fala destes bombardeios nucleares, como um ato desumano e desnecessário, porém é um retórica questionável, em que pese a desgraça sofrida por população civil que foi uma coleção de tragédias individuais, seu emprego pode ter poupado muitas vidas que seriam sacrificadas caso o conflito persistisse, com a invasão da ilhas, que calcula-se, seriam em número muito mais significativos.

Guerra Irregular

É a forma de guerra onde se combate fora dos padrões de guerra regular, podendo estar inserido dentro de um contexto desta modalidade. É muito praticado por forças inferiores e pelas forças de operações especiais, valendo-se dos métodos de sabotagem e emboscadas, onde se age de forma inesperada e em seguida, antes que o inimigo possa reagir com todo o seu poder, se evade do local a fim de manter a autopreservação. Também conhecida como guerra de guerrilha ou somente guerrilha.

Guerra Insurrecional

É a forma de guerra onde uma população se levanta de forma violenta contra seu governo, podendo ser motivada por uma ideologia ou não, ou simplesmente pela insatisfação com este. É um conflito interno e pode cessar assim que determinadas condições que foram motivadoras sejam satisfeitas, ou ser sufocada pelo braço mais forte do governo.

Guerra Revolucionária

É a forma de guerra semelhante a guerra insurrecional, porém praticada com o intuito de tomar o poder. Pode ser inspirado em uma ideologia, ou simplesmente implementada a fim de contrapor a ideologia que está na situação em prol de um regime de normalidade.

Guerra de Guerrilha

É a forma de guerra conduzida por grupos ou forças não-regulares, contra um governo estabelecido ou um poder de ocupação, com a finalidade de desgastar sua capacidade militar. Confunde-se com a guerra revolucionária e é baseada na sabotagem e na emboscada, do mais fraco contra o mais forte. É a mesma coisa que guerra irregular.

Guerra de Resistência

É a forma de guerra na qual as Forças Armadas de um país invadido e militarmente mais fraco que o invasor, emprega táticas de guerrilha com forças irregulares e regulares atuando como as primeiras, para resistir e expulsar um invasor militarmente mais poderoso, geralmente contando com o apoio da totalidade ou de parcela significativa da população, visando restaurar a situação anterior a invasão, através do desgaste e abalo moral das forças invasoras. Foi praticada, por exemplo na invasão iraquiana no Kwait, quando locais causavam morte a prejuízos a soldados iraquianos em pequenos grupos.

Guerra Total

É a forma de guerra na qual as partes lançam mão de todo o seu poder militar, procurando resolver o conflito no menor curto espaço de tempo e aplicando um nível de violência máximo, sem se ater a escaramuças de intimidação ou dissuasão, etapas estas já superadas quando atingida esta situação. A segunda Guerra Mundial foi um exemplo, bem como a libertação do Kwait em 1991.

Guerra Limitada

É a forma de guerra quando contendores travam o combate limitado a um território específico e usando meios convenientes àquele teatro, procurando não escalar o conflito. Os EUA travaram uma guerra limitada no Vietnam, evitando confrontar China e URSS que apoiavam o país asiático.

Guerra Externa

É a forma de guerra onde o conflito se dá entre estados ou coligações de estados, ou seja, contra um inimigo externo.

Guerra Interna

É a forma de guerra inversa à guerra externa, onde o inimigo não é outro estado, mas contra algum grupo do próprio país que desafia o estado estabelecido, seja ele regular ou não. As guerras civis são guerras internas.




Guerra Aérea

É a modalidade de guerra que visa o domínio dos céus, em outras palavras a conquista da supremacia aérea, que é o grau de domínio dos ares em que uma força aérea inimiga é incapaz de realizar interferência efetiva. Este domínio é de vital importância na guerra moderna, pois as aeronaves de ataque e bombardeio representam uma das maiores ameaças militares existentes. Nenhum comandante militar competente traça seus planos sem levar em conta a ameaça aérea. Geralmente a busca da supremacia aérea é a primeira fase de qualquer campanha entre forças tecnologicamente avançadas. 

A partir do domínio do espaço aéreo se proporciona segurança às instalações e forças em terra, impedindo a incursão de aeronaves de ataque ao solo e de bombardeio estratégico inimigas, se proporciona segurança da aviação de bombardeio, das aeronaves logísticas e de atividade eletrônica aliadas. Envolve bases aéreas, aeroportos, estações de radar de vigilância e alerta aéreo antecipado (AEW), aviação de caça e bombardeio, centros de controle e comunicações das forças aéreas envolvidas, centros de guerra eletrônica, baterias de artilharia antiaérea e outros elementos que venham a interferir de alguma forma no controle do espaço aéreo.

Existem três níveis de controle do ar:

Paridade Aérea: situação em que se controla o espaço aéreo apenas acima das forças amigas.

Superioridade Aérea: situação em que se controla uma maior fatia do espaço aéreo, estando-se em posição mais favorável que seu oponente.

Supremacia Aérea: situação em que se tem o completo domínio de todo o espaço aéreo, estando o oponente extremamente limitado ou impossibilitado na sua atividade aérea.

Guerra Moderna

É a forma de guerra que envolve o uso de táticas, procedimentos, doutrina e tecnologias da atualidade. Podemos, a grosso modo, considerar as campanhas praticadas a partir do século XX nesta modalidade, especialmente àquelas que aconteceram a partir da I Guerra Mundial, que foi um misto das guerras do século XIX e de guerra moderna.




Guerra Assimétrica

Modalidade de guerra em que as forças possuem capacidades desiguais e heterogêneas, não existindo no entanto, uma vantagem significativa do lado mais forte. Um exemplo bem atual desta modalidade é a guerra contra o terrorismo ou a guerra de um país mais fraco contra um mais forte, como aconteceu na guerra do Vietnam, onde os EUA eram esmagadoramente mais fortes em termos de tecnologia e recursos, que foram contraposto pela estratégia da resistência e pela determinação daqueles que lutam em defesa do solo pátrio.

 


Guerra Biológica

Modalidade de guerra em que se faz uso de agentes biológicos, como vírus e bactérias como armas. Temos como exemplo contaminar a água do inimigo como o cólera, disseminar-se junto a ele o vírus da varíola ou outro agente patogênico qualquer. Não é uma guerra em si, mas uma prática dentro de uma guerra maior.



Guerra Centrada em Redes (NCW)

É a modalidade de guerra em que os diversos meios de combate, controle, comunicações e inteligência, estão interligados numa ampla rede informatizada, onde a informação flui em tempo real e de forma digital, chegando a cada elemento da força apenas aquilo que interessa ao cumprimento de sua missão. Temos como exemplo desta modalidade uma aeronave AEW ou um radar terrestre, que através de um enlace de dados permite que um caça aponte e dispare seus mísseis BVR sem precisar ligar seu radar orgânico, com óbvios benefícios no quesito discrição. Quanto mais tecnologicamente avançada for uma força combatente, maior será o nível de exploração desta modalidade de guerra.



Guerra Química

Modalidade de guerra em que se faz uso de agentes químicos como armas de guerra, como o uso de gases tóxicos, por exemplo, a fim de incapacitar o inimigo. Tal qual a guerra biológica, não é um tipo de guerra em si, mas uma prática dentro de um conflito maior.



Guerra Terrestre

É a componente da guerra travada em terra firme, e envolve a totalidade das tropas terrestres, a aviação de apoio ao solo, as forças navais que por meio de ações anfíbias ou bombardeios navais de alguma forma interferem na manobra em terra firme.




Guerra Mecanizada 

É a modalidade de guerra terrestre travada pelo uso intesivo de veículos blindados e artilharia autopropulsada, onde a velocidade e o poder de fogo são predominantes. Esta modalidade de guerra é comumente executada através da doutrina de armas combinadas, onde as diversas armas como infantaria e cavalaria se apoiam mutuamente, a artilharia de campanha e a engenharia de combate às acompanham multiplicando seu poder de combate, a aviação de apoio ao solo proporciona apoio de fogo em complemento a artilharia de campanha. É uma modalidade altamente dependente de rotas de suprimento de munição, combustível e serviços de manutenção, malhas viárias, portos, aeroportos e outros meios bem estruturados de acesso ao teatro de operações. 




Guerra de Informação

É a modalidade de guerra que visa causar reveses ao inimigo através da disseminação de informação falsa e colheita de informação verdadeira, fazendo com o inimigo se baseie suas decisões e estratégias em premissas falsas, levando-o a empreender manobras desnecessárias e dispersando seus meios ou caindo em armadilhas. A colheita de informação permite saber a intenções do inimigo e antecipar seus passos, fazendo-o reagir ou invés de seguir o planejamento próprio.



Guerra Naval

É a modalidade de guerra travada no ambiente marinho, e visa interferir no controle deste ambiente através da negação do uso do mar ao inimigo e do controle de área marítima a fim de dar segurança aos meios amigos que lá operam.




Guerra Psicológica

É a modalidade de guerra que visa debilitar o inimigo através de ações que visem deteriorar o moral e a vontade do inimigo de combater. Por exemplo, disseminar notícias nas fileiras inimigas de que seu esforço não está surtindo resultados e que a derrota é uma questão de tempo. Esta modalidade anda junto com a guerra de informação.

Guerra de Propaganda

É a modalidade de guerra psicológica que visa ações de divulgação ostensiva de informações que valorizem o moral das forças amigas e debilitem o moral das forças inimigas.

Guerra Civil

É modalidade de guerra travada por contendores pertencentes a uma mesma nação. É uma forma de guerra interna.


segunda-feira, 29 de abril de 2019

Guerra Eletrônica (1) - Generalidades *165




O combate moderno é muito mais que a troca mútua entre as partes antagônicas em operações, do efeito letal de seus sistemas de armas disponíveis, como acontecia nos tempos de outrora. Rotinas constantes de segurança do espaço de batalha a fim de preservar ao máximo as forças disponíveis; busca de informações em tempo real, seja para traçar planos ou para implementar medidas de segurança; tarefas administrativas de toda ordem e decisões de comando permeiam todos os cantos deste perigoso espaço, repleto de atividade incessante, onde cada erro cometido pode trazer consequências graves. O episódio do HMS Sheffield em 1982, que afundou em consequência do impacto de um míssil argentino, ilustra as consequências de um erro cometido.

Saber o que o inimigo está fazendo, a fim de prever suas intenções e frustrar sua atividade através de ações de natureza diversa, pontuais ou ostensivas, são tarefas rotineiras que todas as forças em campanha empreendem o tempo todo. Desde o princípio da existência humana as tarefas de esclarecimento e sabotagem sempre fizeram parte da arte militar, e a medida que a tecnologia permitiu no início do século XX, os militares passaram, com o domínio da ciência da eletrônica, a explorar o espectro eletromagnético, uma nova dimensão do combate, em proveito destas 2 práticas milenares.

As missões de esclarecimento envolvem a coleta de dados por todos os meios disponíveis para subsidiar a construção da ordem de batalha inimiga pelas diversas seções de inteligência militar, e seu uso no planejamento das operações. O plano de operações, fruto da informação fidedigna coletada em campo, ao ser posto em ação, acabará por sofrer um natural desgaste devido aos imponderáveis da guerra, e terá que ser constantemente corrigido e adaptado pelas seções de comando e controle (C2) a medida que a situação vai evoluindo, e novas configurações tático-operacionais vão se delineando.

Na guerra moderna, quem tem as melhores informações, age primeiro e força o inimigo a reagir, impedindo que siga seu próprio plano. Aquele que detém a iniciativa escolhe onde e quando lutar, ditando os rumos do combate. Dominar o campo de batalha eletrônico é o cerne das ações de esclarecimento e a chave da vitória nos embates travados no moderno ambiente “high tech” imposto pela sofisticação tecnológica das forças de combate da atualidade.

Toda e qualquer ação que envolve o uso do espectro eletromagnético para controlá-lo, aproveitando-se de suas propriedades ou negando seu uso, visando apoiar as operações, são classificadas como operações de Guerra Eletrônica (Eletronic Warfare – EW). O ambiente eletromagnético é o espaço virtual onde se travam as operações de EW, e a exploração deste espectro, seja para missões de esclarecimento ou ataque, ou ainda para dificultar sua utilização pelo inimigo, frustrando suas emissões, passou a cada vez mais ganhar importância no combate de alta tecnologia travado nos campos de batalha do nosso tempo.

A EW seja ela de natureza passiva ou ativa, visa permitir a eficiente exploração do espectro eletromagnético, a fim de viabilizar a captura de emissões hostis e determinar suas características, assegurar que as emissões eletromagnéticas próprias cumpram seus objetivos com o mínimo de interferência externa, sejam na exploração das comunicações militares ou na coleta de informações sobre o inimigo, e ao mesmo tempo impedir que este tire proveito destas emissões ou de suas próprias, através da degradação de suas comunicações e do bloqueio de seus meios de coleta de informações, bem como do emprego efetivo de suas armas.

Os sistemas de guerra eletrônica podem ser ofensivos ou defensivos, usados para proteger comunicações, monitorá-las ou degradá-las; captar toda a gama de emissões presentes, classificá-las e analisá-las; e usar emissões para interferir e degradar os sistemas inimigos e buscar informações. Faz parte ainda do universo da guerra eletrônica, porém fugindo ao espectro eletromagnético, a exploração eletrônica análoga de ondas sonoras na guerra submarina.




Este gráfico esquemático procura dar uma idéia da realidade de uma campo de batalha eletrônico. A força que está avançando tem seu posto de comando (1) e vários enlaces de rádio (2,3,4). Os enlaces incluem um posto de comando (1) e postos de comando móveis (3,4); o posto de comando das unidades de reconhecimento (4) às suas patrulhas (5); o observador avançados às suas baterias de artilharia (6). Sensores eletrônicos incluem radares de defesa aérea (7) e suas baterias antiaéreas para fazer face a aviação tática inimiga (16) e reconhecimento terrestre (8). Para a força de defesa ao fundo a prioridade é utilizar medidas de apoio eletrônico (ESM) para elaborar uma imagem da ordem de batalha inimiga (EOB). As ESM consistem de radar aerotransportado para detecção e análise de monitoração terrestre (9) e atividade de sigint (11). Uma vez que a EOB foi estabelecida, parte-se para elaborar a linha de ação a ser adotada. Existem ocasiões em que será mais vantajoso a monitoração de uma rede de rádio do que com sua interferência. No caso da segunda possibilidade, pode-se lançar mão de interferidores de campo (9, 10, 12, 13), dependendo do terreno, das localizações e das freqüências envolvidas. Alternativamente a informação obtida das ESM pode fornecer alvos para a artilharia (14) e outros meios de apoio de fogo. È vital que a batalha eletrônica seja controlada e coordenada (15).

A Batalha de Tsushima em 1905 durante a guerra russo-japonesa marcou os primeiros passos desta nova dimensão do combate, quando os russos interceptaram comunicações radiotelegráficas de seus adversários, com um cruzador japonês transmitindo para o seu QG a posição da frota do Kzar. Um comandante solicitou permissão para interromper o link japonês através da sobreposição de uma sinal de rádio mais intenso, o que lhe foi negado. A frota russa foi dizimada pela inépcia do seu almirante, que poderia ter evitado que a inteligência japonesa soubesse sua localização, devido à falta de cultura no campo da EW.

Na Primeira Guerra Mundial ocorreram interceptações, monitorações e interferências em radiofreqüência, ainda que em alguns episódios e não como uma prática sistêmica. A Segunda Guerra Mundial testemunhou o uso em larga escala da criptografia por meios mecânicos e eletro-eletrônicos, e a invenção do magnetron de cavidades ressonantes permitiu a instalação dos primeiros sítios de radar na costa britânica. Receptores dispostos em alturas e ângulos diferentes determinavam a posição dos atacantes por triangulação. A atividade neste campo foi intensa com bombardeiros alemães atacando à noite as ilhas britânicas fazendo uso de radar embarcado e direcionamento por feixe eletrônico, e os radares costeiros de sua majestade fazendo o alerta da incursão destes bombardeiros, direcionando os caças da RAF para interceptá-los. O uso do “chaff” foi uma das primeiras tentativas de interferir nestas operações.

O Sistema de Lorenz criado comercialmente pelos alemães para orientar o pouso noturno em aeroportos, foi usado para orientar os bombardeiros na Batalha da Inglaterra. Antenas dos dois lados da pista com pulsos diferenciados diziam a aeronave se estava muito à direita ou à esquerda, e se estivesse na posição correta a combinação dos dois sinais produzia um pulso contínuo, permitindo um pouso seguro. Antenas grandes e de azimute estreito cruzavam seus feixes sobre os alvos, e os pilotos se orientando por eles com um sinal de áudio, sabiam se estavam sobre o alvo e liberavam suas bombas com relativa precisão. Os ingleses logo descobriram este sistema a passaram a transmitir sinais de CW na mesma freqüência e grande potência, frustrando o sistema. Um método similar foi usado pelos ingleses em seus bombardeios, também sujeito à interferência.

Durante o conflito no Vietnam norte-americanos e norte-vietnamitas travaram um embate entre bombardeiros e SAMs com acentuada  disputa de meios eletrônicos. Sistemas especialmente desenvolvidos pelos norte-americanos, com caças-bombardeiros especializados denominados “Wild Weasel” fizeram largo uso de meios interferidores e de alerta-radar, bem como de mísseis guiados por radiação enfrentando os sítios de SA-2 russos cedidos aos vietnamitas. 

Surgiram neste período os emissores com salto de freqüência, tornando mais difícil sua monitoração. A Guerra fria foi marcada por intensa atividade neste campo, com ambos os lados empreendendo ações de espionagem eletrônica, como demonstrou o episódio da derrubada do U2 em 1960. Constantemente aeronaves da NATO e do Pacto de Varsóvia faziam voos visando “acordar” os sistemas de defesa para testá-los e gravar dados de seus sensores.

A Guerra dos 6 Dias em 1967 e do Yom Kippur em 1973 apresentaram novidades como o radar pulso-doppler e os mísseis IR e seus engodos. No segundo dia da Guerra do Yom Kippur, 5 navios israelenses se aproximaram do porto sírio de Latakia, foram atacados por mísseis P-15 Termit (Styx) e empregaram com sucesso medidas de EW para bloquear os sistemas de orientação dos mísseis russos, retornando o fogo com mísseis Gabriel que afundaram 2 barcos sírios e danificaram um terceiro, no episódio que ficou conhecido como a Batalha de Latakia.

Devido as condições extremas, os recursos de EW não foram explorados com excelência no conflito de 1982 nas Falklands/Malvinas. As forças argentinas não dispunham de equipamento mais sofisticado e os britânicos não tiveram tempo de trazê-lo de tão longe. As aeronaves Nimrod AEW&C não foram utilizadas na sua plenitude devido a falta de bases próximas. A falta de presteza no uso dos recursos eletrônicos disponíveis resultou no impacto de um míssil antinavio Exocet contra o destroyer HMS Sheffield, que segundo um oficial britânico, tinha todos os meios para evitá-lo.

Em 1989 na invasão do Panamá fez-se uso pela primeira vez de bombardeiros de baixa detectabilidade (popularmente conhecidos como aviões invisíveis), com bombardeiros F-117 Nighthawk. A primeira Guerra do Golfo em 1991 estreou o GPS em combate, que se mostrou muito vulnerável a interferência. Neste conflito tivemos intenso uso de meios eletrônicos como os AWACS, JSTARS, eletro-óticos noturnos e outros.

A guerra moderna depende visceralmente de meios eletrônicos para coleta de inteligência, comunicações e direção de sistemas de armas, e frustrar o uso eficaz do espectro eletromagnético para estes fins é a finalidade da EW, que é de suma importância para se adquirir a superioridade militar, tática e estratégica. Esta breve introdução com um pequeno relato histórico procura ilustrar a importância deste ramo da atividade militar na guerra moderna, que caminha para realidades extremamente sofisticadas, com impressionantes tecnologias que estão surgindo nos centros de pesquisa e logo estarão disponíveis às operações.




Formas de Exploração da Guerra Eletrônica

Guerra eletrônica é a designação genérica que se dá ao conjunto de atividades distintas que envolvem a utilização do espectro magnéticos para atingirem seus objetivos. A exploração deste universo envolve 3 formas distintas de ações: as Medidas Eletrônicas deApoio (MEA) (Eletronic Support Measures -   ESM), as Contramedidas Eletrônicas (CME) (Eletronic CounterMeasures -  ECM) e as Contra-Contramedidas Eletrônicas ou Medidas de Proteção Eletrônica (MPE) (Eletronic Counter-CounterMeasures -  ECCM).

As Medidas Eletrônicas de Apoio (MEA) (Eletronic Support Measures - ESM) são a primeira forma de exploração da EW e consistem na obtenção de inteligência militar a partir da detecção, interceptação, monitoração, localização, avaliação, identificação da fonte, gravação e registro de sinais eletromagnéticos emitidos pelo inimigo, usando o resultado como subsídio no planejamento e condução das operações. Emitir radiação, como por exemplo o uso do radar de uma aeronave de ataque pode alertar os sistemas de vigilância na metade do tempo em que o sistema emissor levará para obter a informação desejada.

Receptores ESM/MAGE sempre estarão em alerta a procura de emissões hostis, e quanto mais longa a distância da emissão, mais úteis ao inimigo, uma vez que o retorno sofre atenuações e podem nem retornar ao emissor, porém terão alertado as ESM de vigilância. Um periscópio de submarino saberá que um radar o “iluminou” antes que este mesmo saiba, e se recolherá às profundezas. 

Classificamos como ESM toda medida que vise a utilização de meios eletrônicos, ativos ou passivos, para coleta de inteligência militar sem a finalidade de interferir na operação de meios eletrônicos inimigos.

Emitir radiação no campo de batalha é uma prática que deve ser feita com critério, e nem sempre é vantajoso se valer deste recurso. Além do alerta antecipado, as ESM se prestam a formar bibliotecas de emissões para subsidiar o desenvolvimento das ECMs. Quando em atividade passiva, pode-se fazer uso ostensivo das ESMs, sem precisar valer-se de disciplina em relação ao inimigo.

As Contramedidas Eletrônicas (CME) (Eletronic CounterMeasures -  ECM) são uma segunda forma de exploração da EW e visam impedir ou reduzir o emprego eficiente do espectro eletromagnético pelo inimigo. As ECM podem ser implementadas de forma ativa e passiva, aplicando energia a fim de degradar seus sistemas de comunicações ou obtenção de informações e aquisição de alvos. Os alvos das ECM são os sensores eletrônicos em atividade ESM e as comunicações militares vitais ao desenrolar das operações, bem como os sistemas de direção de sistemas de armas. Um míssil prestes a atingir um navio, pode ter seu alvo aumentado com a emissão de lâminas “chaff”, não sabendo distinguir o que é navio e o que não é. Um sistema de guiagem recebendo dados de sua nave “mãe” pode ter sua freqüência saturada com emissões mais fortes, perdendo totalmente seu rumo.

ECMs ofensivas consistem em interferidores que lançam radiação eletrônica pesada saturando os sensores inimigos, como por exemplo uma aeronave de EW acompanhando uma força de ataque que lança sua interferência contra os radares antiaéreos de redes SAMs e canhões, cegando-os e permitindo que as aeronaves atacantes passem sem serem atingidas pelo fogo de terra, que mesmo que disparado, será a esmo, se a interferência for efetiva. Como ECM passivas temos os anteriormente citados “chaffs” que são partículas metalizadas que reflete os radares e criam falsos alvos, desorientando armas guiadas eletronicamente.

Contra-Contramedidas Eletrônicas ou Medidas de Proteção Eletrônica (MPE) (Eletronic Counter-CounterMeasures -  ECCM): Esta terceira forma de exploração da EW tem por objetivo assegurar a utilização eficiente do espectro eletromagnético provendo proteção aos sistemas eletrônicos próprios, visando a ineficiência dos sistemas de ESM e ECM do oponente. As ECCMs são implementadas pelo planejamento no emprego dos sistemas eletrônicos próprios e pela utilização de tecnologias incorporadas aos equipamentos

Essas formas de exploração da EW são apresentadas separadamente para uma melhor compreensão do assunto, no entanto quando se trata de uma abordagem mais operacional elas se apresentam intimamente relacionadas, pois interagem em um ciclo contínuo no transcorrer das operações. As ESM fornecem os alvos para a ECM, enquanto que as ECCM procuram reduzir a vulnerabilidade dos próprios sistemas a ação das ESM e ECM inimigas. Como exemplo de ECM temos as tecnologias de baixa visibilidade cada vez mais presentes nas aeronaves e navios de guerra modernos, baixas emissões de IR, formas defletoras e materiais absorventes de radiação (radar). Rádios com salto de freqüência e disciplina de emissões são exemplos de ECCMs.




Possibilidades da Guerra Eletrônica


  • Identificação e exploração de alvos: Consiste em vigiar o espectro eletromagnético, interceptando e  identificando emissões hostis e desconhecidas, registrando suas características como frequência e intensidade do sinal, por exemplo, e explorando seu conteúdo a fim de obter informações úteis como o teor de mensagens inimigas e os parâmetros de operação de radares permitindo a construção de equipamentos interferidores.
  • Localização eletrônica: consiste na localização de equipamentos emissores de sinais eletromagnéticos por meio de radiogoniometria a fim de determinar sua posição no terreno.
  • Interferência: consiste na emissão de sinais eletromagnéticos a fim de degradar ou inviabilizar a operação de meios eletrônicos inimigos.
  • Dissimulação: consiste na emissão de sinais eletrônicos no sentido de iludir o inimigo, enviando sinais e mensagens falsas, fazendo-o acreditar naquilo que não existe.
  • Bloqueio: consiste em reduzir ou anular a recepção, pelo inimigo, de seus sinais eletrônicos, impedindo, por exemplo, que faça uso de suas comunicações eletrônicas.
  • Despistamento: consiste na irradiação intencional, reirradiação, alteração, absorção ou reflexão da energia eletromagnética, com o objetivo de induzir o inimigo a interpretar o sinal de modo equivocado.



Ações Operacionais Desempenhadas pelos Sistemas de GE

  • Explorar continuamente o espectro eletromagnético de forma a mapear todas as emissões existentes, procurando identificá-las em todos os seus aspectos relevantes, individualizando o tipo de transmissor, seus parâmetros operacionais e sua localização, criando e alimentando bancos de dados sobre os sistemas existentes.
  • Localizar fisicamente a posição de cada emissor, para que possam ser batidos pelo fogo, se assim for decidido.
  • Lançar interferência eletrônica ativa junto aos sistemas inimigos, a fim de debilitar sua eficiência operacional.
  • Privar o inimigo do uso de seus sistemas de comunicação, através de ações de interferência eletrônica.
  • Interceptar os sistemas de comunicações inimigos a fim monitorar suas mensagens e dessa forma, obter informações de combate relevantes.
  • Interferir de forma passiva e ativa em sistemas de controle de armas, como mísseis e bombas voadoras, radares de busca de alvos, radares de defesa antiaérea, sistemas eletro-óticos e outros.
  • Simular junto aos sistemas inimigos alvos falsos ou de valor alterado, a fim de faze-los acreditar em situações operacionais irreais.
  • Impedir que o inimigo faça uso eficiente de seus sistemas de GE, através de medidas passivas como o uso de tecnologias furtivas, criptografia e salto de frequência, emissões disciplinadas, dispositivos de redução de assinatura térmica e outros.
  • busca de informações de combate de toda ordem com o uso de radares de todos os tipos, sonares, equipamentos MAGE, sensores IR e eletro-óticos, radiogoniômetros, sistemas de alerta-radar (RWR) e outros.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Índice Geral/Mapa do Blog *001



  1. GUERRA E ESTRATÉGIA
    1. Aspectos da Estratégia
      1. Política, Estratégia e Poder
      2. Conflitos
      3. Características dos Conflitos Modernos
      4. Formas de Guerra
      5. Ações Estratégicas
      6. Estratégias de Segurança
    2. A Guerra
      1. Os Níveis da Guerra
      2. Áreas Estratégicas
      3. Estratégia Militar
      4. Formas de Resolução de Conflitos
      5. Operações Conjuntas e Combinadas
      6. Gerenciamento de Crise
      7. Concepção da Ação Militar
      8. A Manobra Estratégico-Operacional
  2. Organização e Emprego das Forças Armadas
    1. Missão das Forças Armadas
    2. Organização Básica das Forças Armadas
      1. Hierarquia Militar
      2. Escalões de Emprego
      3. Elementos de Combate, de Apoio ao Combate e de Apoio Logístico
      4. Constituição das Forças Armadas
        1. Forças Aéreas
          1. Aviação de Apoio
          2. Forças de Interceptação, Caça e Bombardeio
        2. Forças Navais
          1. Aviação Naval
          2. Esquadras de Superfície
          3. Forças Anfíbias
          4. Forças Submarinas
          5. Forças Costeiras
        3. Forças Terrestres
          1. Armas-Base
            1. Infantaria
              1. Infantaria - Generalidades
              2. Infantaria - Organização
              3. Infantaria Blindada
              4. Evolução Recente da Infantaria
            2. Cavalaria
          2. Armas de Apoio ao Combate
            1. Artilharia de Campanha (Apoio de fogo)
              1. Artilharia de Tubo em Áreas Urbanas
              2. Busca de Alvos
              3. Fogos de Artilharia de Campanha
              4. O Sistema Artilharia de Campanha
              5. O Tiro de Artilharia
              6. Observação do Tiro por Qualquer Combatente
            2. Artilharia de Costa
            3. Artilharia Antiaérea
            4. Comunicações
            5. Engenharia Militar
              1. Engenharia de Combate Blindada
            6. Aviação do Exército
        4. Forças Especializadas
          1. Atiradores de Precisão (Caçadores/Snipers/Atiradores de Elite)
          2. Controladores Aéreos Avançados
          3. Mergulhadores de Combate
          4. Paraquedistas
        5. Suporte às Operações
          1. Bases Militares
            1. Segurança de Bases Militares
  3. Dinâmica das Operações
    1. Operações Militares
    2. Fundamentos das Operações Militares
    3. Organização Operacional
      1. Situação/Missão
      2. Sistemas Operacionais
      3. Regras de Engajamento (ROE)
      4. Organização da Unidades Operacionais
      5. Organização das Ações Operacionais
        1. Mobilização
      6. O Ambiente Operacional
        1. Tipos de Ambientes Operacionais
        2. Organização do Ambiente Operacional
          1. Teatro de Operações
          2. Espaço Operacional
            1. Pontos Capitais
            2. Topografia
          3. Espaço Aéreo
            1. A Ameaça Aérea
          4. Espaço Terrestre
          5. Espaço Naval
          6. Rios e Lagos
    4. Conceitos Operacionais
      1. Aprestamento Operacional
      2. Combate Noturno ou sob Condições de Visibilidade Limitada
      3. Comunicações Militares
      4. Forças Blindadas
        1. A Moderna Guerra de Blindados
        2. Infantaria Blindada
        3. Cavalaria - Emprego Tático do Carro de Combate
        4. Engenharia de Combate Blindada
      5. Fogos e Apoio de Fogo
      6. Guerra Antiaérea
      7. Guerra Centrada em Redes (NCW)
      8. Guerra de Movimento
      9. Guerra Assimétrica
        1. Reflexões Teóricas sobre Conflitos Assimétricos
      10. Logística
        1. Logística de Invasão
        2. Logística de Desembarque na Normandia
      11. Manobra, Choque e Movimento
      12. Reconhecimento e Vigilância
      13. Surpresa, O Elemento
      14. Sincronização Operacional
      15. Segurança em Combate
  4. Comando, Controle e Informações
    1. Comando e Controle
      1. Comando e Controle - Estrutura
      2. Controle do Espaço Aéreo
      3. Estado-Maior e Ordens 
        1. Processo de Planejamento Militar
          1. Planejamento Militar - (Parte1)
          2. O Exame da Situação - 1ª Etapa (Parte 2)
          3. O Exame da Situação - 1ª Etapa/Fase 3 (Parte 3)
          4. O Plano de Ação - 2ª Etapa (Parte 4)
          5. Diretivas e O Controle da Ação Planejada - 3ª Etapa (Parte 5)
          6. O Exame de Situação Abreviado - (Parte 6)
        2. Simbologia Militar Tática
    2. Inteligência Militar
      1. Inteligência Militar - Conceitos Básicos
      2. Identificação de Ameaças Potenciais
      3. Reconhecimento Eletrônico
        1. Reconhecimento Aéreo
      4. Informações Táticas
        1. Alerta Aéreo Antecipado (AEW)
        2. Centro de Informações de Combate, O
        3. Escolhendo uma Posição de Observação
  5. Operações Aéreas
    1. Operações Ar-Ar
      1. Superioridade e Supremacia Aérea
    2. Operações Ar-Superfície
      1. Ataque Aéreo
        1. Apoio Aéreo Aproximado (CAS - Close Air Support)
        2. Bombardeio Estratégico
          1. Ataque à Ploesti
        3. O Bombardeio Aéreo Tático Parte 1 Parte 2
        4. Táticas de Ataque ao solo
        5. Supressão de defesas
        6. Tática de Ataque Aéreo com F16C
    3. Operações Aéreas de Apoio
      1. Combate SAR
      2. Reabastecimento Aéreo
      3. Lançamento de Carga Aérea
      4. Lançamento de Paraquedistas
      5. Operações de Carga Aérea
      6. Retransmissão de Comunicações
  6. Operações Navais
    1. Estratégia Naval
      1. Operando no Mar - Generalidades
    2. Tipos de Operações Navais
      1. Mísseis e Guerra Costeira
    3. Guerra de Superfície
      1. Defesa Contra Mísseis Antinavio
      2. Defesa Antiaérea de Meios Navais
      3. Impacto de um Míssil Antinavio - Como reagir aos danos
    4. Guerra Antisubmarina
      1. O submarino e a Guerra Submarina
    5. Guerra de Minas
    6. Operações Aeronavais
      1. Esclarecimento Marítimo
    7. Operações Anfíbias
  7. Operações Terrestres
    1. Tática Básica de Infantaria
      1. Controle do Fogo de Infantaria
      2. Emprego das Armas de Infantaria
      3. Fundamentos do Combate de Infantaria
      4. Movimento Tático de Infantaria
      5. O Pelotão de Infantaria
      6. O Emprego do Veículo de Combate de Infantaria
    2. Operações Básicas
      1. Operações de Junção
      2. Operações de interdição 
      3. Substituição de Unidades de Combate
    3. Operações e o Terreno
      1. Conceitos
        1. O Valor Militar do Terreno
        2. Condições Meteorológicas - Influência nas Operações
        3. Reconhecimento, Escolha e Ocupação de Posição
      2. Operações em Áreas Urbanas
        1. Artilharia de Tubo em Áreas Urbanas
        2. Combate em Localidade 
      3. Operações em Terreno Montanhoso
        1. Guerra na Montanha - Aspectos
        2. Operações na Montanha ou Regiões de Alta Latitude
      4. Operações Ribeirinhas
      5. Operações em Ambiente de Selva
      6. Operações em Ambiente Desértico
      7. Operações sob Condições QBN
      8. Operações de Transposição de Curso de Água
      9. Operações em Áreas Fortificadas
    4. Operações Ofensivas
      1. Fundamentos
      2. Manobrando Ofensivamente
      3. Formas de Operações Ofensivas
      4. Formas de Manobra Tática Ofensiva
      5. Planejamento e Execução do Ataque
      6. Outras Ações Ofensivas
      7. Operações Ar-Superfície
      8. Operações Aeroterrestres
      9. Operações Aeromóveis
        1. Aviação do Exército - Aspectos Táticos
    5. Operações Defensivas
      1. Tipos de Operações Defensivas
      2. Formas de Manobra Tática Defensiva
      3. Fortificações de Campanha
        1. Fortificações de Campanha - A Doutrina Alemã 1943
      4. Planejamento e Execução da Defesa
        1. O Combate Anticarro
        2. Operações de Segurança da Área
        3. Perímetros Defensivos
        4. Posições Fortificadas
      5. Táticas e Técnicas Especiais de Defesa
        1. Defesa Antimíssil de Teatro de Operações
      6. Operações de Contra Desembarque Anfíbio
  8. Operações com Características Especiais
    1. Assuntos Civis
    2. Operações de Guerra Psicológica
    3. Guerra de Contra Insurgência (contra-guerrilha)
    4. Operações de Guerra Eletrônica
      1. Introdução (Parte 1)
      2. Espectro Eletromagnético (Parte 2)
      3. ESM - Reconhecimento Eletrônico (Parte 3)
      4. O Radar (Parte 4)
      5. O Radar - Parâmetros (Parte 5)
    5. Operações de Guerra Química, Biológica e Nuclear
    6. Operações Especiais
      1. Teoria das Operações Especiais
  9. Técnicas Militares
    1. Camuflagem Militar
    2. Guerra Eletrônica
      1. Radiogoniometria
    3. Paraquedismo
      1. Salto Livre Operacional
  10. Armas e Sistemas
    1. Artefatos
      1. Sistemas Bélicos - Classificação Geral
      2. Aeronaves Militares
        1. Aeronaves Militares - Características Operacionais Básicas
        2. Aeronaves CAS: qual a aeronaves certa?
        3. Drones/UAVs - uso militar dos
        4. Helicópteros Navais
        5. Sistemas de Armas Transportadas por Aeronaves
      3. Armas de Fogo
        1. Armas de Fogo - Tipos
        2. Funcionamento das Armas de Fogo
        3. Fuzis de Assalto
        4. O Disparo das Armas de Fogo
        5. Obuseiro de Campanha 
        6. Morteiros
      4. Munições
        1. Explosivos Nucleares
        2. Explosivos - Noções Básicas
          1. Efeitos de uma Explosão
        3. Explosivos Termobáricos
        4. Granadas de Mão
        5. Minas Terrestres
          1. IEDs
        6. Minas Navais
        7. Mísseis - Definições e Tipos
          1. Mísseis Anticarro (ATGM/ATGW)
          2. Mísseis Antinavio
          3. Mísseis Antirradiação (ARM)
          4. Mísseis Ar-Ar
            1. Sidewinder AIM-9
          5. Mísseis Balísticos - Aspectos Tecno-Operacionais
          6. Mísseis de Cruzeiro
            1. Míssil de Cruzeiro Hipersônico
          7. Mísseis Superfície-Ar (SAM)
        8. Ogivas Militares
          1. Espoletas e Detonadores
          2. Munição APFSDS
          3. Munição HEAT
        9. Torpedos Navais
      5. Naves de Guerra
        1. Conhecendo o Navio (1)
        2. Submarinos
          1. Navegação de Submarinos
          2. Submarinos de Propulsão Nuclear
        3. Porta-aviões
      6. Sensores
        1. Radar
          1. MAWS
          2. Radar - Desenvolvimento e Emprego
          3. RWR
        2. Sonar
      7. Veículos Militares
        1. Carros de combate
          1. Leopard 1A5 x Leopard 2 A4
          2. A Evolução dos Carros de Combate nas Guerras Mundiais
        2. Veículos anfíbios
        3. Veículo de Combate de Infantaria (IFV)
    2. Tecnologias
      1. Armas Submarinas
        1. Armas de Supercavitação
      2. Comunicações
        1. Comunicações Submarinas
        2. Comunicações Submarinas - Sistema Deep Siren
      3. Sistemas de Navegação
        1. Sistemas de Navegação Inercial (INS)
      4. Sistemas de Propulsão
        1. Sistemas AIP - Propulsão Submarina
        2. Sistema Naval de Propulsão Nuclear 
      5. Sistemas de Voo
        1. Instabilidade Artificial e Controle "Fly By Wire"
        2. Superfícies de controle de mísseis
      6. Discrição
        1. Tecnologia Furtiva
          1. Vantagens dos Bombardeiros Stelth sobre os Convencionais
          2. Detecção de Aeronaves Stealth - Desafios 
      7. Proteção
        1. Blindagens
  11. História Militar
    1. Afeganistão
      1. A Invasão Soviética do Afeganistão
    2. Conflito Árabe-Israelense
      1. A Luta pelas Colinas de Golan
      2. Batalha de Latakia: Nova Fronteira na Guerra Eletrônica
      3. Operação Ópera
      4. Raid Aéreo na Guerra dos Seis Dias
      5. Resgate em Entebbe - Operação Thunderball
    3. Guerra da Chechênia
      1. Operações Aéreas em Conflitos de Baixa Intensidade
    4. Guerra da Coréia
      1. Operação Chromite - desembarque em Incheon
    5. Guerra das Falklands/Malvinas
      1. Análise Estratégica do Conflitos da Falklands/Malvinas
      2. A Guerra Aérea e Antiaérea nas Falklands/Malvinas
      3. A Aviação Argentina Quase Venceu a Guerra
      4. As Lições de Guerra Naval no Atlântico Sul
      5. Clausewitz e a Guerra das Falklands/Malvinas
      6. A Reação Britânica
      7. Começam as Hostilidades
      8. Falklands/Malvinas - Aspectos Logísticos
      9. Falklands /Malvinas - Aspectos Logístico (2)
      10. Falklands/Malvinas - Lições a serem Consideradas
      11. Guerra Eletrônica nas Malvinas
      12. O ARA San Luis na Campanha das Falklands/Malvinas
      13. O Desastre de Bluff Cove
      14. O Poder Aéreo Argentino da Guerra das Falklands/Malvinas
      15. Operação Black Buck
      16. Operações Aéreas nas Falklands/Malvinas
    6. Guerra do Vietnã
      1. A Batalha de Dieh Bhien Phu - Operação Castor
      2. A Manobra Americana no Vietnam
      3. Vietnã - A Maioridade da Guerra Eletrônica
    7. Primeira Guerra do Golfo (Desert Storm Operation)
      1. Apoio Logístico na Guerra do Golfo
    8. Segunda Guerra do Golfo (Iraq Freedom Operation)
      1. Como um Brigada Blindada Conquistou Bagdá
    9. Segunda Guerra Mundial
      1. A Batalha de Kursk
      2. A Logística e a Batalha da Inglaterra
      3. Africa Korps - Logística no Deserto
      4. O Ataque à Saint Nazaire
      5. O Bombardeio à Ploesti
      6. Operação Market-Garden
        1. A Batalha de Nijmegen
      7. Operação Overlord
        1. O Pré-Desembarque
        2. A Preparação
        3. Engodo e Informações
        4. As Forças Aliadas
        5. A Logística do Desembarque na Normandia
        6. Portos Mulberry
        7. Os Soldados de " Omaha Beach"
      8. Perdendo a Superioridade Aérea
    10. Somália
      1. A Batalha de Mogadíscio - Operação "Gothic Serpent"